terça-feira, 27 de dezembro de 2011

IPVA 2012 - MG


Ta aí, também, mais um fim de ano chegando e como sempre, o ano novo começa recheado de contas.

IPVA, IPTU, conselhos profissionais, matrículas escolares etc e muito tal mesmo.

E apesar das buraqueiras nas estradas e em nossa cidade, os impostos devem ser pagos do mesmo jeito, mesmo ninguém te ressarcindo uma roda quebrada, um pneu rasgado e nem mesmo o seu velório, devido a um acidentes nessas vias ridículas que transitamos.

No endereço abaixo, você vai direto a página que imprime o seu boleto pra pagar o IPVA. Basta digitar o Renavam e os códigos pedidos.

Recomendo que façam isso sentados e quem tiver algum problema sério de saúde, peça a um familiar ou amigo, pra imprimir.

http://ipva.fazenda.mg.gov.br/ipva/solicit_guia.jsp

CASA DE CADA UM

Todo fim de ano é a mesma ladainha, com todo mundo. Hora de refletir, repensar na vida e nas atitudes tomadas no ano que passou e fazer inúmeras promessas, nem sempre cumpridas.Alguns prometem parar de fumar, outros de beber, alguns programam a tão sonhada ginástica para emagrecer, mudar de emprego e por aí vai...

Penso sempre que mudam apenas os números dos anos. A vida continua e a labuta de todo dia também.Mas, se existe um calendário, que tanto marca a vida da gente, podemos e devemos sim, aproveitar este momento para refletir e tomar novas condutas.

Hora de olhar pra trás e agradecer o fim do ano com saúde e trabalho. A família toda unida, todos saudáveis, cada um com seus problemas, mas nada de grave com ninguém. Alguns sustos durante o ano serviram de alerta e apesar disso, pouca coisa mudou.Então, tá na hora de tentar mexer um pouco na rotina e mudar o ritmo.

Este texto abaixo, é muito legal. Foi enviado pelo meu irmão, Marcelo e é interessante que leiam e reflitam. Nunca é tarde.No fim tudo dá certo, mas não vamos esperar o fim. Tudo depende apenas de nós mesmos.

Feliz Ano Novo a todos.

Ass. Rodriguim

CASA DE CADA UM - texto de Walcyr Carrasco

Nesta época, gosto de tratar da vida.

Dou a roupa que não uso mais.

Livros que não pretendo reler. Envio caixas para bibliotecas.

Ou abandono um volume em um shopping ou café, com uma mensagem: "Leia e passe para frente!".


Tento avaliar meus atos através de uma perspectiva maior.
Penso na história dos Três Porquinhos. Cada um construiu sua casa. Duas, o Lobo derrubou facilmente.

Mas a terceira resistiu porque era sólida. Em minha opinião, contos infantis possuem grande sabedoria, além da história propriamente dita.

Gosto desse especialmente.
Imagino que a vida de cada um seja semelhante a uma casa. Frágil ou sólida, depende de como é construída.

Muita gente se aproxima de mim e diz: Eu tenho um sonho, quero torná-lo realidade! Estremeço.
Freqüentemente, o sonho é bonito, tanto como uma casa bem pintada. Mas sem alicerces.

As paredes racham, a casa cai repentinamente, e a pessoa fica só com entulho. Lamenta-se.
Na minha área profissional, isso é muito comum.

Diariamente sou procurado por alguém que sonha em ser ator ou atriz sem nunca ter estudado ou feito teatro.

Como é possível jogar todas as fichas em uma profissão que nem se conhece?
Há quem largue tudo por uma paixão. Um amigo abandonou mulher e filho recém-nascido.

A nova paixão durou até a noite na qual, no apartamento do 10º andar, a moça afirmou que podia voar.

Deixa de brincadeira , ele respondeu.
Eu sei voar, sim! rebateu ela.
Abriu os braços, pronta para saltar da janela. Ele a segurou. Gritou por socorro. Quase despencaram.

Foi viver sozinho com um gato, lembrando-se dos bons tempos da vida doméstica, do filho, da harmonia perdida!
Algumas pessoas se preocupam só com os alicerces. Dedicam-se à vida material.

Quando venta, não têm paredes para se proteger. Outras não colocam portas. Qualquer um entra na vida delas. Tenho um amigo que não sabe dizer não (a palavra não é tão mágica quanto uma porta blindada). Empresta seu dinheiro e nunca recebe. Namora mulheres problemáticas. Vive cercado de pessoas que sugam suas energias como autênticos vampiros emocionais. Outro dia lhe perguntei: Por que deixa tanta gente ruim se aproximar de você?Garante que no próximo ano será diferente. Nada mudará enquanto não consertar a casa de sua vida.
São comuns as pessoas que não pensam no telhado. Vivem como se os dias de tempestade jamais chegassem.

Quando chove, a casa delas se alaga.
Ao contrário das que só cuidam dos alicerces, não se preocupam com o dia de amanhã.

Certa vez uma amiga conseguiu vender um terreno valioso recebido em herança.

Comentei:
Agora você pode comprar um apartamento para morar.
Preferiu alugar uma mansão. Mobiliou. Durante meses morou como uma rainha.

Quase um ano depois, já não tinha dinheiro para botar um bife na mesa!

Aproveito as festas de fim de ano para examinar a casa que construí.

Alguma parede rachou porque tomei uma atitude contra meus princípios?
Deixei alguma telha quebrada?
Há um assunto pendente me incomodando como uma goteira?
Minha porta tem uma chave para ser bem fechada quando preciso, mas também para ser aberta quando vierem as pessoas que amo?

É um bom momento para decidir o que consertar. Para mudar alguma coisa e tornar a casa mais agradável.

Sou envolvido por um sentimento muito especial.
Ao longo dos anos, cada pessoa constrói sua casa.
O bom é que sempre se pode reformar, arrumar, decorar!
E na eterna oportunidade de recomeçar reside a grande beleza de ser o arquiteto da própria vida.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Natal Encantado -Arte Miúda

Mais um fim de ano foi brindado com a apresentação de Natal da escola de música, Arte Miúda.
Sempre digo que a arte apresentada pela turminha liderada pela Diretora Soraya é sempre graúda e surpreende a cada ano, encantando até mesmo quem não pôde assitir, como eu, por motivo de viagem.
Este ano, a chuva não espantou os expectadores turistas e diamantinenses, que receberam de surpresa uma apresentação dígna de ser transmitida em horário nobre. E se uma imagem, vale mais que mil palavras, seguem algumas fotos, pra quem não pôde captá-las na memória, neste dia tão especial, em que a apresentação contou também com a descida de tirolesa da Torre da Igreja de São Francisco, da Livinha, de 7 anos, contando com a segurança e profissionalismo do Marcone, do Quintal Radical.
* Clique nas fotos, para aumentar.




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Natal sem nascimento!

Chega mais um fim de ano de promessas de mudanças pro ano seguinte. É sempre assim, assim como a baboseira de um Feliz Natal, mas todo voltado pras festas e presentes. Sempre digo, que o tal Papai Noel já tomou o lugar de CRisto há tempos. Este texto, escrito pelo colega pediatra Dioclésio, cai muito bem nesta época. Reflitam...

"A sociedade humana cometeu arriscado desvio de rota ao abandonar a cultura simbolizada no presépio. Não teve sensibilidade para entrever a dimensão social projetada por cenário tão grandioso, a despeito de materialmente simples; quase divino, porque animado pela energia universal contida no nascimento de uma criança. Não soube captar a preciosidade incrustada no sublime valor do parto, nem cultuar a devoção do aconchego afetuoso que deve dignificar o acolhimento de uma nova criatura. Movida pela mente capitalista predatória, tem sido incapaz de entender a criança como figura central da convivialidade respeitosa e estruturante. Confunde vida com negócio, alegria com consumo, felicidade com lucro. Distanciou-se do rastro luminoso da famosa estrela-guia, a bela sinalização cósmica que apontou a grandeza do pequenino; a singularidade da meninice; a originalidade da infância; o vulto radioso do que há de mais sagrado entre as dádivas perpetuadoras da espécie, embora vítima do metabolismo do desprezo.

O visual comovente que emana do presépio não é o da pobreza material, mas o da riqueza emocional a inebriar qualquer recinto do mundo encantado pelo excelso fenômeno do nascer. É o brilho radiante do compartilhamento entre as missões maternas e paternas que prevalecem como pano de fundo no território da ternura. Naquele momento único, a cercania de um recanto povoado por exuberâncias naturais e ocupado por seres vivos os mais diversos sintoniza a composição poética da paz ambiental, paisagem em que floresce a vivacidade do ser humano recém-chegado ao planeta. Dos figurantes mais carentes aos mais poderosos, todos se curvam aos pendores celestiais integrantes do corpo e da alma de pequeno organismo, cujo coração pulsa nobres anseios na manjedoura da humanidade. Até mesmo as majestades de então, os reis magos, deslocaram-se de terras longínquas para demonstrar, com a discrição da humildade, a submissão à limpidez de uma vida nascente. Não apenas porque o bebê se chamava Jesus, mas por se tratar de um recém-nascido que, assim como aquele e todos os outros, representa a natureza humana mais pura — a de alguém ainda bem próximo à fonte infinita da existência.

Estimulado pela enchente amorosa que inundou o presépio, irradiando-se pelos laços de uma família ciente de sua predestinação humana — por isso sagrada —, o menino desenvolveu as virtudes potenciais trazidas da vida intrauterina. Expandiu a cognição. Foi original e criativo. Já adolescente, surpreendia os sacerdotes do templo com respostas sábias e revolucionárias. Exerceu, enquanto adulto, deslumbrante liderança à frente da sociedade. A fé que empenhou na luta não violenta para transformar o mundo custou-lhe a morte na cruz.

O legado fecundo daquele histórico presépio traduziu-se em valores éticos, morais e religiosos que resistiram até os dias de hoje. Nada disso teria ocorrido se não houvesse sido dado ao filho de José e Maria o direito à infância saudável e bem protegida, mágica na concepção, lúdica no contexto de estímulos afetivos favoráveis, a garantia que cabe estender a todas as crianças, sem qualquer distinção.

As evidências contextuais que demonstram o estímulo caloroso do afeto na formação de um menino chamado Jesus, converteram-se, ao longo dos séculos, em conhecimentos dotados da mais sólida base científica. Porém, mesmo diante de toda a comprovação do caráter prioritário que os cuidados com a infância exigem, a sociedade renega essa faixa etária, reduzindo-a ao mais absoluto descaso, quando não a medonha insignificância. Prova-o a mudança radical no significado da data comemorativa do parto que deu à luz o menino Jesus. Não se festeja mais, na intimidade do lar, o acolhimento do pequenino bebê com a ternura singular do presépio. Investe-se na fantasia de um velho bondoso que traveste profissional contratado para fazer encenação nos shoppings, distribuir sorrisos ensaiados, posar para fotos e compelir ao consumo frenético de presentes, objetivo único a unir governos e empresários em torno de metas econômicas a serem alcançadas. O presépio deixou de existir. O afeto familiar autêntico que sua cultura projetava não depende de bens materiais. É contexto que contraria expectativas comerciais anualmente planejadas. Desaparece. A criança é o mero alvo do consumismo natalino despertado pelo marketing da modernidade. O símbolo do Natal é a árvore repleta de presentes. Não o estábulo do amor para receber o menino no ambiente sagrado do lar. Natal é business. Nada mais."


texto: Dioclésio Campos Júnior - Pediatra - ex-presidente da SBP.