terça-feira, 12 de março de 2013

MOTOCICLISTA, PILOTE SEMPRE EQUIPADO!


A frase acima está presente em toda propaganda que vemos de moto em revistas, TV ou na Internet. Mas o que é andar equipado? Infelizmente, para muitos "andar equipado" é rodar usando capacete. Capacete é indispensável, porém só o capacete não basta. Então o que é andar equipado?

CAPACETE
Deve ser usado sempre, não importa se vai "apenas dar uma voltinha" ou ir do Oiapóque ao Chuí. E quando digo capacete, entenda como capacete INTEGRAL (ou seja, fechado) e aprovado pelo INMETRO. 70% dos traumas que atingem a cabeça do motociclista em um acidente de trânsito ocorrem na região do queixo e face, portanto os capcetes ditos abertos ou semi-abertos não ajudariam muito. Agora, imagine um capacete semi-aberto não aprovado pelo INMETRO, como o famigerado "coquinho" ou "tipo nazista". Além de proteger menos a cabeça estes capacetes NÃO suportariam um impacto direto. Apesar de seu uso ser contra a lei, lastimavelmente vê-se muitos motoclistas que insistem em usá-los, principalmente entre os donos de motos cruiser. É meio óbvio dizer isso, mas capacete foi criado para ser usado na cabeça, e não no cotovelo, bagageiro, pendurado na trava de capacete, etc. Infelizmente, alguns gostam de carregá-lo desta forma.
Então qual é o melhor capacete? Não é necessário comprar um modelo importado estupidamente caro. No Brasil são produzidos capacetes muito bons, e o teste do INMETRO é um teste bem rigoroso, equivalente ao teste DOT dos capacetes de origem nos EUA. O teste SNELL é um pouco mais rigoroso, ao ponto que capacetes abertos NÃO são certificados, como também não os basculantes (capacetes fechados que podem levantar toda a frente). Portanto, o ideal seria um capacete com certificação SNELL, mas como disse antes, se o capacete fechado tiver o selo de aprovação do INMETRO, é um capacete confiável.
SEMPRE experimente o capacete antes de comprar, uma vez que as formas dos vários modelos diferem muito entre as várias marcas disponíveis. Ao comprar, não esqueça que a viseira é um "item de consumo", pois com o tempo ela ficará invariavelmente riscada, sendo necessário sua troca periódica. Dê preferência a uma marca que seja fácil de conseguir viseiras. Se for comprar uma viseira escurecida, sempre tenha a mão a viseira clara. Nada pior do que pegar uma estrada a noite de viseira escura. Se achar que talvez precise trafegar durante a noite, use a viseira clara. Na hora de comprar o capacete, dê preferência à cores claras e vivas, por serem mais visíveis no trânsito, e que tenha o máximo possível de adesivos refletivos.
E um último ponto: capacete fechado, importado e estupidamente caro, com selo da SNELL, porém usado SEM A CINTA JUGULAR PRESA não adianta nada. Sempre deve-se ajustar a cinta jugular de modo que fique confortável no pescoço porém evite que o capacete seja arremessado de sua cabeça na hora de um impacto.

JAQUETA
Depois do capacete, muitos consideram a jaqueta como o segundo item de segurança mais importante para o motociclista. A principal função da jaqueta é proteger o tronco e braços da abrasão do piso em caso de queda, evitando os ardidos "road rashes" (esfolados pelo asfalto). Portanto, os únicos dois tipos de tecido que estão à altura desta tarefa são o nylon Cordura e o bom e velho couro. Outros tecidos, como o jeans por exemplo, não suportam a abrasão. O jeans aguentaria apenas em torno de 1 m antes de se desintegrar e a pele do piloto entrar em contato com o asfalto, e isto se estiver em um piso de asfalto limpo, sem pedras, areia, etc.
Qual o melhor, couro ou Cordura? Depende. A resistência a abrasão do couro é maior do que a da Cordura, porém a Cordura apresenta outras vantagens. Talvez a maior vantagem da Cordura é no calor, onde uma jaqueta de Cordura será mais fresca que uma de couro, pois ela permite melhor ventilação. Dependendo do tipo da Cordura, a jaqueta poderá ser bem resistente a água, porém será bem mais quente. Para evitar isso, muitos fabricantes colocam na face interna da jaqueta um tecido impermeável, como o GoreTex. A grande vantagem do GoreTex é que ele permite a transpiração (portanto é mais fresco) porém não deixa a água da chuva entrar. O grande problema de jaquetas com GoreTex é o preço, sendo bastante caras. Também há jaquetas de couro com GoreTex, mas além de serem caras sempre serão mais quentes que as de tecido sintético.
Um problema que jaquetas de couro apresentam é que elas podem adquirir mau cheiro devido à contaminação bacteriana do suor ou se mofarem quando são guardadas úmidas. Para se evitar isso, basta ter-se o cuidado de somente guardá-las totalmente secas e de vez em quando passar uma substância desinfetante para matar as bactérias que surgem quando o couro absorve a transpiração do corpo. O couro exige mais cuidados do que tecidos sintéticos.
Outro fato a se considerar quando for comprar uma jaqueta é o modelo. Basicamente, a jaqueta pode ser curta (até a cintura) ou 3/4 (tipo parca, até a coxa). Normalmente só se encontra jaquetas 3/4 se forem de Cordura. A grande vantagem da 3/4 é que confere melhor proteção na chuva. Um dos principais locais para a água se infiltrar é pela cintura, portanto se esta área estiver coberta, menos chances de se chegar em casa molhado. Também preste atenção nas mangas. O punho deve ser ajustável, de modo que uma vez passada a mão ele seja apertado para que a manga não suba e deixe o antebraço desprotegido na hora do impacto. Outra grande vantagem é se a jaqueta tiver alguma sistema para apertar a manga em torno do antebraço e do braço, para que a jaqueta não fique batendo no vento nestas regiões. Algumas apresentam uma cinta na altura da barriga pelo mesmo motivo.
A gola deve permitir que se possa fechar bem em torno do pescoço porém sem apertar demais, e deve também ser alta para proteger o pescoço do frio e chuva. O ideal seria uma gola que pudesse ficar bem alta nos dias de frio e chuva e dobrada para baixo no calor. É importante que ela também seja alta na parte de trás, pois quem já andou em tempestades sabe que pode pingar água do capacete na parte de trás do pescoço.
Mas uma boa jaqueta, de Cordura ou couro, com todas as características acima, não basta. Ela tem de ter aramdura no mínimo nos cotovelos e ombros, e idealmente nas costas também. Normalmente estas peças de armadura são colocados em bolsos internos e fixados com velcro para poderem ser retirados para limpeza da jaqueta. São confeccionados em plástico e forrados com tecidos macios, e no caso do cotovelo, tem uma articulação. Estas peças (principalmente as que recebem a categoria de aprovação CE da União Européia) são bastante eficientes na absorção de impactos. Se o motociclista cair, é muito provável que baterá os cotovelos no chão. Se por ventura rolar, vai bater bem mais partes do corpo. De forma alguma estas blindagens dificultam o uso da jaqueta, são pesadas ou deixam a jaqueta mais pesada. Não atrapalham em nada e você nem sente que estão ali. Boas jaquetas, tanto as de couro como Cordura, apresentam estas armaduras ou locais já prontos para elas serem colocadas posteriormente.
Uma outra questão que acho importante abordar é o uso de pins, buttons, tachinhas, algemas, correntes e outros penduricalhos que alguns insistem em usar na jaqueta. Isto é bastante comum entre os pilotos de cruiser e entre membros de motoclubes. Nada contra ostentar as cores do seu motoclube ou usar a jaqueta (ou colete por cima da jaqueta) como um mostruário de suas preferências. O probelma de usar qualquer tipo de enfeite de metal na jaqueta é caso ocorra uma queda. Imagine cair no asfalto, na velocidade que for, e ao invés de você deslizar sobre sua jaqueta, você deslizar sobre buttons, pins, tachinhas, algemas, correntes, etc. Se quiser enfeitar sua jaqueta, use patches de tecido. Bonitos, eficientes e não apresentam risco em caso de queda, além de você conseguir entrar em bancos sem disparar o detector de metal da porta.

LUVAS
O terçeiro item em grau de importância nos itens de segurança. Se você cair, você VAI bater a mão no chão. Isto é fato. Portanto, proteja muito bem suas mãos. Para luvas, o único material recomendável é o o couro. Como ele é o tecido que apresenta o melhor coeficiente de resistência à abrasão, não há sentido em se usar outro material. Obviamente, a luva deve ser INTEGRAL, ou seja, os dedos devem estar completamente protegidos. A chamada "luva sem-dedos" não confere um grau decente de proteção. Luvas sempre vão ser quentes, mas no vento isto não será incomodo. Se puder, escolha um modelo que apresente proteções de Kevlar, fibra de carbono ou metal na região dos nós dos dedos. As boas luvas também vem com proteção (geralmente Kevlar) na palma da mão e no dorso dos dedos também.
Escolha um modelo cujo punho seja cumprido o suficente para cobrir o punho da jaqueta. Desta forma não entrará nem vento nem chuva pelo punho. A luva não pode ser folgada, pois isso atrapalha ao usar os comandos dos manetes, e nem muito justa por motivos óbvios. Mas ao comprar, lembre-se que o couro sempre lasseia com o tempo.
Ainda estou para encontrar uma boa luva com armadura e que realmente seja a prova de chuva forte. A solução? Guarde no bolso da jaqueta, debaixo do banco, bolsa de tanque, etc um par de luvas "de procedimento" (feitas de látex, as vezes chamadas de "luvas cirúrgicas"). Na hora da chuva é só encostar e vestí-las por cima da luva de couro. Como sãofinas e facilmente rasgáveis, chegando em casa jogue-as fora e reponha o par que você usou (são vendidas em caixas em lojas de produtos médicos, e são bem baratas). Funcionam para chuvas leves ou viagens muito curtas. Para viagens longas ou tempestades, luvas de cozinha (de borracha) por cima das luvas de couro protegem mais. Infelizmente, até hoje não encontrei um par grande o suficiente que caiba minha mão com luva de couro confortavelmente.

CALÇAS
Basicamente, o que disse a respeito das jaquetas vale para as calças. Elas devem ser de couro ou Cordura, e com armadura nos joelhos (algumas também vem com proteçao no lateral da coxa, na altura do quadril). A proteçao do joelho é articulada, oferecendo total mobilidade. Anadando normalmente você nem sente que está usando armadura.
Calças jeans NÃO são uma opção. Em caso de queda, junto com as mãos e talvez cotovelos, você irá bater os joelhos. Se não estiverem devidamente protegidos, o estrago pode ser grande e muito doloroso. Nem pensar em andar de shorts! Além de proteger contra abrasão e impactos diretos, as calças também evitam de você se queimar no motor ou escape em caso de queda com a moto em cima da perna.
Se sua calça necessita de cinto, use um cinto com fivela pequena e sem adereços. O ideal seria usar uma calça que é presa a cintura por cintas de velcro. Lembre-se que atrás do cinto está sua barriga, por isso não é uma boa idéia manter algo de metal nessa região. Além do mais, fivelas de cintos tem predileção por riscar a pintura do tanque.

BOTAS
Devem ser de cano alto e de couro, sendo presas com velcro, zipper ou outro sistema de fixação que NÃO utilize cadarços. Elas devem ser altas o suficiente para proteger o tornozelo, e não devem permitr movimentos não naturais do pé. O ideal é um modelo que cubra até a canela, protegendo-a de pedras e outros objetos que podem ser lançados contra a sua perna. Ela deve ser rigída para não permitir grande movimentação lateral do pé mas móvel o suficiente para permitir usar o câmbio e pedal de freio sem dificuldades.
Os melhores modelos apresentam barras na face lateral que vão do calcanhar à altura do tornozelo, protegendo contra impactos e torção lateral do pé. A sola deve ser sem travas, para não enroscar nos pedais, mas deve ser grossa para agüentar a abrasão do contato do asfalto no dia-a-dia. Algumas são a prova d'água, com membranas de GoreTex no seu interior, mas como desvantagem são quentes no calor.
Na estrada, preferencialmente devem ser usadas DEBAIXO da calça, e não com a calça por dentro, a não ser que queira que a água da chuva escorra para dentro do cano. Se você for rodar por pouco tempo (não vai viajar) e acha que o tempo não está para chuva, pode-se usar a calça por dentro das botas para se ter a garantia de que a barra não vai enroscar em nada na moto, principalmente no trânsito da cidade, onde você está sempre tirando os pés dos pedais. Quando for comprar uma par, vista-o na loja e tente caminhar com ele. Deverá sentir-se confortável porém não pode ser muito folgado (lembre-se que vai lassear). NUNCA vá fazer uma viagem longa com um par de botas não-amaciado. Se vai viajar, use-as no dia-a-dia por um tempo antes para amaciarem e não sofrer durante a viagem.

Independente do estilo da sua moto, você deve proteger-se da melhor maneira possível. Talvez a melhor proteção seria a oferecida por um macacão de corrida, de couro e com armadura por tudo. Mas mesmo não se levando em consideração o alto custo deste equipamento, para um passeio "light" não é necessário este nível de proteção. Um bom conjunto de calça + jaqueta, boas luvas e botas e um bom capacete é o suficente. A escolha entre couro e Cordura é basicamente uma questão de gosto pessoal (não estou me referindo a corredores ou a quem vai andar no limite). Devemos deixar modismos e preconceitos de lado, pois o estrago causado ao piloto em um acidente de moto é independente do estilo da moto, mas sim do nível de proteção do equipamento que o piloto estiver usando no momento do acidente.
Quem anda de moto conhece bem os riscos impostos a nós por pavimento em péssimo estado de conservação, motoristas de carros desatentos ou irresponsáveis, caminhões e ônibus despejando óleo na pista, etc. Por isso devemos estar sempre preparados, e não pode existir NUNCA a idéia de que "vou ali e já volto, portanto não preciso de toda esta indumentária", ou então "hoje está muito quente para usar tudo isso". Moto é uma paixão perigosa, quem acha que não é por que não sabe andar (bem). Prefiro mil vezes reclamar todo dia do calor por andar "blindado" do que lamentar por não estar usando o equipamento apropriado uma única vez.
Vista-se para o tombo, e não para o passeio!

sábado, 9 de março de 2013

O mundo pede mais razão e menos emoção.




Pelo menos é assim que tenho visto e vivenciado todos os últimos momentos, sejam pela prática vivida no dia a dia, ou seja, pelas telas de TV com suas trágicas, rotineiras e nada surpreendentes notícias. 

Fico pensando muito e viajando até nas profundezas da existência de um Deus que vá nos julgar e nos direcionar a uma nova vida, de acordo com o que praticamos aqui.

A viagem e a cabeça vão a mil, vendo e convivendo com roubos, falcatruas, estupros, assassinatos, desvios de verba, pedofilias, maus tratos, etc e muito tal.

Será que o livre arbítrio nos dá esses direitos desonestos e indecentes?

Será que o mundo é mesmo dos espertos?

Será que temos que fazer as nossas leis, à base do dente por dente, olho por olho?

Casos recentes, como desse tal de Bruno, me fazem, refletir muito.  Em poucos anos, ele  estará fora da cadeia e a Elisa, nunca mais curtirá esta vida. Nenhuma festa, praia, passeio, beijo na boca, beijo no filho, nada, nada, nada, nada...

Por pior que seja a cadeia, há vida dentro dela. Não há vida no cemitério. Não há presença física, nem sentimental. Só ausência, só saudade...

O bem mais precioso que existe, a vida, nos é tirada por um simples tiro na cabeça em troca de um carro ou de um par de tênis.

Até quando?

Se eu  expuser aqui os detalhes relacionados a governos, administrações e sua leis ridículas, nunca cumpridas, vou escrever eternamente.

Resta-me rezar, fazer sempre o bem, trabalhar honestamente pra dormir tranquilo, me proteger e evitar situações de risco, além de procurar estar preparado pra elas, pois não vou pensar duas vezes se tiver que mandar alguém pro inferno pra permanecer aqui.

A vida e é aqui e onde que quero estar. Podem apostar!

ass. Rodriguim.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Diamantina, 175 anos.

Deve ter dado o maior trabalho, pra prefeitura bolar esta comemoração.


16° Curvelo Motoshow



16° Curvelo Motoshow - Curvelo MG 

02 a 05 de Maio de 2012

Venha conhecer um dos mais tradicionais e melhores encontros de motociclistas do estado de Minas Gerais.
Quatro dias de muito rock and roll, boas estrada, área de camping coberta com café da manha e total segurança a 150 mts do evento, as melhores bandas de rock divididas durante os dias do evento, show de weelling em área apropriada somente com profissionais. 

Você não pode perder, esperamos por você! 

Entrada Franca. 

Local: Pç Central do Brasil 

Contato: Augusto (38)8837-0716 - (38)3722-2969 

E-mail: apbarreto44@gmail.com 

Organização: Moto Clube Zangões - BRASIL


 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Danos de veículos em alagamentos: conheça seus direitos

Com as chuvas e os alagamentos anuais, creio que a venda de Jet Ski vai aumentar, mesmo nas cidades sem rios e mares. 
Piada a parte, já que não tem um pingo de graça a falta de planejamento e ação dos nossos políticos, aliada a falta de edução do povo que joga tudo que não é lixo, fora dos lixos, os carros é que se fodem e com eles os donos sem seguros e as seguradoras, que entram num combate alegando ser "força da natureza, pra tirar o corpo fora.
Este texto esclarece os nossos direitos e que porvidências tomar nesses casos. Boa leitura.

 As chuvas fortes e enchentes castigam muitas cidades brasileiras durante o verão. Municípios em estado de alerta ou emergência, pessoas desabrigadas e todo o tipo de perdas e danos patrimoniais.

O cidadão que tenha qualquer bem seu atingido por alagamentos em vias públicas, deve adotar as seguintes medidas, segundo orientações do IBEDEC, Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo :
 
  • Tirar fotos ou fazer filmagem com o celular mesmo, dos danos ocorridos e do local onde ocorreu;
  • Guardar recortes e noticiários de jornal sobre o alagamento;
  • Pesquisar na internet notícias de alagamentos ocorridos nos anos anteriores para fazer prova de que o problema era conhecido;  Consiga o Boletim Meteorológico para a região na internet;  Registre um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia;  Faça um levantamento dos danos e três orçamentos para o reparo;  Anote nome e endereço de testemunhas.
"Com estas provas em mãos é hora de entrar na Justiça. A ação deve ser proposta na Justiça Comum e pode levar alguns anos para o seu final, mas é melhor ter algo para receber do que arcar com o prejuízo sozinho”, salienta José Geraldo Tardin, presidente do IBEDEC.

Danos em garagens de prédios e estacionamentos

É comum haver garagens dos prédios que inundam e com isto danificam os veículos que nela se encontram. A solução aqui exige uma leitura da convenção de condomínio e o estudo de cada caso.

Se a convenção do condomínio prevê que o condomínio é responsável por danos causados aos condôminos, a ação de reparação de danos pode ser dirigida contra este.

Se a convenção não prevê tal responsabilidade, é preciso identificar o que ocorreu. Se foi uma falha nas bombas de drenagem, por exemplo, já conhecida pela administradora do condomínio ou pelo síndico e não reparada sem justificativa, estes podem ser responsabilizados pelos danos causados aos condôminos.

Se a construção do prédio é nova, e houve falha no projeto quanto a vazão de água necessária naquele tipo de construção, de acordo com as normas da ABNT, a responsabilidade pode ser imputada à construtora que deverá indenizar aos proprietários atingidos.

Imagem | Site Somos1soImagem | Site Somos1soSeguros

No Brasil, embora não esteja consolidada a cultura do seguro residencial, esta é uma realidade quando se trata de automóveis. De acordo com informações das seguradoras, mais de 40% dos contratos com as corretoras são para famílias de classe “C”, o que demonstra a preocupação com a perda do bem.

O que muitas pessoas não observam no momento de contratar uma companhia de seguros são as cláusulas do contrato relativas à cobertura em caso de alagamentos e enchentes. Por isso mesmo, o segurado não deve se limitar a ler a apólice que formaliza a contratação, mas sim estar atento às condições gerais da apólice antes de fechar o negócio. O documento apresenta obrigações e direitos das partes contratantes, glossário com as principais definições, período de carência, riscos excluídos e critério de reajuste.
Por determinação da Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão que fiscaliza as operações de seguro, desde 2004 todos os planos básicos – com cobertura contra colisão, incêndio e roubo – devem se responsabilizar também por submersão total ou parcial do veículo, mesmo que este esteja estacionado.

No entanto, não são incomuns os casos que, mesmo cobertos pela apólice, a seguradora se recuse a pagar o sinistro em caso de alagamento ou enchente. O principal motivo está nas “letras miúdas” dos questionários. Por exemplo, no caso de furto, o segurado perde o direito à indenização caso, naquele momento, o veículo estivesse parado na rua- Isso, porque informou no formulário de riscos que seu carro ficava sempre em um estacionamento. Para o caso de enchentes, a regra é, na maioria dos casos, exatamente a mesma.

Porém, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), entidade civil sem fins lucrativos, recomenda aos motoristas com carros segurados que é importante se orientar com a seguradora antes de tomar qualquer iniciativa, sob o risco de perder a cobertura contratada. O grande perigo está no chamado “agravo de risco”. Ou seja, o proprietário do veículo decidiu prosseguir por um trecho alagado, aumentando deliberadamente o risco de submersão do automóvel. Assim, diante da menor possibilidade de prejuízos, os especialistas recomendam, sempre que possível, evitar as situações que coloquem o veículo sob tais condições.

Caso o incidente ocorra o primeiro passo é entrar em contato com a seguradora que irá orientar sobre as providências que devem ser tomadas. Por exemplo, se o veículo puder ser ligado, o motorista será informado para onde deverá levá-lo. Caso contrário, a seguradora enviará um guincho credenciado para resgatá-lo.

Feito o resgate, o veículo será levado a uma oficina credenciada para vistoria e apuração dos danos. Se os prejuízos somarem mais de 75% do valor do veículo, geralmente as seguradoras consideram como perda total. Caso a companhia opte por consertar o veículo, é importante que o consumidor exija o orçamento com a relação de todos os itens que serão trocados, assim como o prazo de devolução do carro, conforme dita o Código de Defesa do Consumidor. Além disso, como em qualquer sinistro, o proprietário do veículo terá de arcar com o valor da franquia também em caso de enchente.
Fonte:  http://consumidormoderno.uol.com.br

SUS = Sistema Ultrapassado de Saúde

A sigla SUS colou. O conceito não. Contradiz o que pretende passar para os usuários. Saúde não é ausência de doença. É o bem-estar físico, mental e social do indivíduo. Supõe sociedade justa, igualitária, segura, educada, produtiva de bens necessários e não de males supérfluos. Não se promove saúde tratando enfermos. Cura é ação válida. Reduz sofrimento, atenua sequelas. Porém, não atinge o cerne da questão. As doenças não desaparecem.

Propagam-se mercê de um modelo que prioriza terapêutica, não profilaxia. Tratamento cura o paciente, mas não impede a difusão da moléstia. Alivia sintomas, não erradica fontes do mal. Não protege o cidadão dos riscos potencialmente lesivos às estruturas e funções do organismo humano.

As evidências são fartas. Nos Estados Unidos, o impacto de investimentos orçamentários do setor saúde, medido pela redução da mortalidade, mostra o seguinte: 90% dos recursos são aplicados para manter e ampliar a rede de serviços destinados ao diagnóstico e tratamento de doenças, resultando na redução de apenas 11% da mortalidade; 1,5% investidos em mudança de estilos de vida levam à queda de 43% da mortalidade; 1,6% destinados a qualificar o meio ambiente diminuem 19% da mortalidade; e 7,9% despendidos em biologia de saúde fazem baixar 27% do referido indicador.

Em síntese, tratar doentes consome quase todo o orçamento de saúde daquele país. O retorno é insignificante quando comparado ao produto de investimentos mínimos em outras políticas sanitárias. No Brasil, não é diferente. O SUS utiliza a maioria do orçamento nos cuidados com enfermos. A rede física aumenta. Despesas com recursos materiais, equipamentos e insumos diversos exorbitam. Morbidades grassam. Quantidade e qualidade de serviços deixam a desejar. Relação custo/benefício negativa expõe a precária sustentabilidade do sistema.

Persistir nessa rota só é coerente com a lógica da economia capitalista. Reforça a dinâmica do consumismo supérfluo. Eleva o uso indevido de medicamentos, tecnologias diagnósticas e terapêuticas deslumbrantes, prática que atrai investimentos, aumenta produção industrial, gera emprego, amplia o comércio, aumenta a arrecadação de impostos. A economia robustece. A indústria agradece. A sociedade adoece. Quanto mais doença, mais lucro e benefício financeiro.

Para incorporar princípios éticos à condução das políticas públicas, urge mudar o sistema de saúde. Imediatismos nada resolvem. Mediatismos, muito menos. Dizer, por exemplo, que há falta de médicos no país é falar sem pensar. Na verdade, há excesso de doentes. O que falta é população sadia. A solução digna não é, pois, promover o boom de cursos médicos desqualificados para criar exército de reserva de tão complexa mão de obra. Cumpre inverter a prioridade das políticas do setor, investir na prevenção para erradicar causas das enfermidades que acometem os cidadãos com maior frequência. O único caminho é promover saúde no verdadeiro sentido, identificado com o bem-estar da cidadania.

Ministério e secretarias ditos da saúde precisam sê-lo de fato. Não passam de ministério e secretarias da doença. Recorrem a campanhas publicitárias ilusórias e eleitoreiras para fazerem crer que o sistema público vai muito bem. Mantêm olhar de descaso para conhecimentos científicos da epigenética, cujos conteúdos exaltam a primazia dos cuidados preventivos sobre os curativos. Entendem que atenção primária é coisa simples e barata. Pode ser prestada por qualquer profissional, independentemente de sua formação. Ledo engano. O modelo chinês do médico pé descalço já era. Cuidado primário é tão complexo quanto o dos demais níveis de atenção. Exige visão abrangente e profunda da medicina, sem a qual se perde a oportunidade de dotá-lo das condutas preventivas e educativas capazes de reverter a atual falta de cultura sanitária.

A maioria das doenças do adulto tem início na infância. Para preveni-las, não há alternativa reducionista e simplificadora que se justifique. Quanto mais se respeita e valoriza o cuidado pediátrico qualificado nessa fase de vida, menor a prevalência de males futuros. Quanto mais intervenções educativas em saúde nos meios de comunicação, maior o potencial de bem-estar das pessoas. Quanto menos propagandas enganosas e merchandising na mídia, maior a chance de ambiente compatível com os requisitos de vida saudável. O universo do SUS vai muito além de UPAs, Samus e hospitais. Se não avançar no papel revolucionário que lhe cabe, continuará sendo um Sistema Ultrapassado de Saúde.

Assessoria de Comunicação da SB
 TEXTO: DIOCLÉCIO CAMPOS JÚNIOR - PEDIATRA
 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Descaso e incompetência.

Em outubro do ano passado, começaram os problemas nesta rua do bairro Bela Vista. Era um problema pequeno, que as autoridades e órgaos incompetentes, com seus descasos, deixaram chegar neste ponto. Casas desabaram e outras estão condenadas.
Dizer mais o quê ?????  Diamantina também é Brasil-il-il-il.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Chicletes no chão, mata os pássaros.

Se todos tivessem educação, não haveria necessidade desse tipo de informação; mas assim como os tabagistas e suas bitucas, os chicleteiros também cospem a goma no chão, muitas vezes pra não pegar nela e melar a mão ou, porque alguns grudam mesmo e a gente nem consegue jogar fora.
Mas essa merda, além da grudar nos nossos solados, mata então os passarinhos. E é facílimo de evitar mais este tipo de lixo assassino no chão. 
Antes que alguém me pergunte, quando eu masco chiclete e não acho lugar adequado pra jogar fora, eu engulo.
Já se muriçoca morresse com chiclete, eu grudaria am todas as paredes do quarto.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tragédias são sempre anunciadas.

Aquela velha frase, de que brasileiro só tranca a porta, depois que o ladrão sai, é previsível em todo canto e lugar. 
A tragédia ocorrida agora, em Santa Maria, já estava desenhada há tempos; apenas demorou um pouco mais que o normal, pra acontecer. 
Digo isso, pelo fato das reportagens mostrarem o esquema da planta da casa de shows, além de diversos detalhes como material inflamável no teto, estintores de incêndio que não funcionaram, alvará vencido etc e muito tal.  

Basta no entanto, um passeio de férias, pra vermos outras tragédias anunciadas, apenas aguardando a melhor, ou pior  hora, pra acontecer. 
Gosto e leio muito sobre questões de segurança e até de guerrilha. E em alguns lugares que frequento ou deixo de frequentar, alguns conhecidos me chamam de neurado. 
Quero aqui apenas dar de exemplo, passeios de barcos que já fizemos em Morro de São Paulo e agora recente, em Paraty. 
Ao entrar no barco, ninguém é perguntado se sabe nadar. 
Crianças, que pela própria aparência e idade, nos dão  certeza que não sabem nadar, são levadas pelos proprios pais (burros, confiantes ou inocentes, não sei), sem nenhuma bóia de segurança. 

Após a saída do barco, em Paraty, houve um discurso lindo sobre a localização e colocação dos coletes, para caso de acidentes. Mas, os mesmos não foram colocados em ninguém que não sabia nadar. 

Alguém pensa que, se após o barco virar, quem não sabe nadar vai boiar e ter tempo de  pegar e colocar o bendito colete? 
Minha esposa, já com colete levado de casa, parecia "a diferente" no barco. 
- Estão pensando em acidente ? Me perguntaram...
- Não, pois caso contrário, nem teríamos entrado no barco. Mas caso aconteça, prevenção é o melhor remédio. 
PREVENÇÃO, FISCALIZAÇÃO SÉRIA, PROIBIÇÃO E PUNIÇÃO SEVERA!!! 
Só isso, bastaria e teria poupado inúmeras vidas de diversos jovens. 
Mas claro, não podemos esquecer que estamos no Brasil. Vai entender ... 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Prado Moto Rock 2013

Mais uma vez, o tradicional evento motociclístico de Prado. 
Já tradicional no calendário nacional, tendo inciado com muito sucesso sob responsabilidade e organização pela empresa Mototour, o evento se mantem desde o ano passado, sob responsabilidade dos motoclubes locais e regionais com aopio da AMO-Bahia e o sucesso continua. 
Nada como enrolar os cabos da motoca até a beira da praia, e melhor ainda: estar na bahia sem ouvir axé.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Festa de São Sebastião em Curralinho.

Apesar de esquecido por diversas administrações anteriores, o encantador distrito chamado Extração, vulgo Curralinho, manteve suas tradições religiosas e comemorou neste fim de semana a Festa de São Sebastião.


O lugarejo ficou lotado de turistas de diversas cidades e também muitos diamantinenses, que prestigiaram a festa. No sábado a noite ocorreu o mastro, seguido de uma música ao vivo no Bar da Pousada do Tropeiro,onde a dança rolou solta, com  muita alegria pelo ambiente lotado de turistas. No domingo as comemorações religiosas, fecharam a tarde, com bela procissão seguida da missa. 



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Andador para bebês: perigoso e desnecessário

Desde 2007, é proibido vender, importar, e mesmo fazer propaganda de andador para bebês no Canadá. Apesar de ainda muito popular no Brasil, para bebês de 6 a 15 meses, o andador não é recomendado pelos pediatras. Os pais alegam alguns motivos para colocar o bebê no andador. 

Dizem que ele dá mais segurança às crianças (evitando quedas), mais independência (pela maior mobilidade), promove o desenvolvimento (auxiliando no treinamento da marcha), o exercício físico (também pela maior mobilidade), deixam os bebês extremamente faceiros e, sobretudo, mais fáceis de cuidar.

A literatura científica tem colocado por terra todas estas teses. A ideia de que o andador é seguro é a mais errada delas. A pesquisadora sueca, Ingrid Emanuelson publicou uma análise dos casos de traumatismo craniano moderado em crianças menores de quatro anos, que considerou o andador o produto infantil mais perigoso, seguido por equipamentos de playground. A cada ano são realizados cerca de dez atendimentos nos serviços de emergência para cada mil crianças com menos de um ano de idade, provocados por acidentes com o andador. Isto corresponde a pelo menos um caso de traumatismo para cada duas a três crianças que utilizam o andador. Em um terço dos casos, as lesões são graves, geralmente fraturas ou traumas cranianos, necessitando hospitalização. Algumas crianças sofrem queimaduras, intoxicações e afogamentos relacionados diretamente com o uso do andador, mas a grande maioria sofre quedas; dos casos mais graves, cerca de 80% são de quedas de escadas.

É verdade que o andador confere independência à criança. Contudo, um dos maiores fatores de risco para traumas em crianças é dar independência demais numa fase em que ela ainda não tem a mínima noção de perigo. Colocar um bebê de menos de um ano num verdadeiro veículo que pode atingir a velocidade de até 1 m/s equivale a entregar a chave do carro a um menino de dez anos. Crianças até a idade escolar exigem total proteção.
 
O andador atrasa o desenvolvimento psicomotor da criança, ainda que não muito. Bebês que utilizam andadores levam mais tempo para ficar de pé e caminhar sem apoio. Além disso, engatinham menos e têm escores inferiores nos testes de desenvolvimento.

O exercício físico é muito prejudicado pelo uso do andador, pois, embora ele confira mais mobilidade e velocidade, a criança precisa despender menos energia com ele do que tentando alcançar o que lhe interessa com seus próprios braços e pernas.

Por fim, trata-se de uma grande falácia dizer que a satisfação e o sorriso de um bebê valem qualquer risco. Um bebê de um ano fica radiante com muito menos do que isso: basta sentar na sua frente, fazer caretas para ele e lhe contar histórias ou jogar uma bola.

Dizer que o andador torna a criança mais fácil de cuidar revela preguiça, desinteresse ou falta de disponibilidade do cuidador. Caso o adulto realmente não tenha condições de ficar o tempo todo ao lado do bebê, é mais seguro colocá-lo num cercado com brinquedos do que num andador. Cercá-lo de um ambiente protetor, com dispositivos de segurança, como grades ou redes nas janelas; estas são medidas de proteção passiva, muito mais efetiva. O andador definitivamente não se enquadra neste esquema.

Existe um movimento muito intenso na Europa e nos Estados Unidos visando a implantar uma lei semelhante à canadense, uma vez que todas as estratégias educativas têm falhado na prevenção dos traumatismos por andadores.
Enquanto este progresso não chega ao Brasil, continuamos contando com o bom senso dos pais, no sentido de não expor os bebês a um produto perigoso e absolutamente desnecessário.
fonte: departamento de segurança da SBP

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

PAC: Prioridade Absoluta da Criança

Publicação: 12/01/2013

Os rituais e as celebrações da cultura brasileira já deram 2012 por findo. É ano passado. Página virada. Começa a redação de capítulo novo da história do país. Ano de 2013. Os autores são os mesmos, mas a expectativa é outra. Sonha-se o diferente. Deseja-se o melhor. Espera-se menos adjetivo. Quer-se mais substantivo. Pouca retórica e muita realização. Nada de marketing enganoso. Tudo de conteúdo verdadeiro. É hora de investir mais na pessoa do que no negócio. Desacelerar o consumismo escravizador. Substituir o engodo do pão e do circo pela nutrição saudável do corpo e da alma do povo.
O PIB já deu o que tinha que dar. Somente merece respeito com outro significado: Produção Intelectual Brasileira. Da mesma forma, o PAC. A aceleração a que se propõe deixa a desejar. Ademais, a sigla é inapropriada à finalidade a que serve. Seu uso só terá coerência ao expressar compromisso prioritário com o ser humano em formação, muito mais relevante para a história do Brasil. É o que preceitua o artigo 227 da Constituição Federal, relegado ao desprezo. PAC de verdade retrata Prioridade Absoluta da Criança. Descumprindo-a, o Estado deixa de ser democrático e de direito.
Para que o ano 2013 inove, supõe-se ousadia. Do contrário, dará continuidade ao velho. Só haverá mudança na ap †††õ?arência. O cerne pernicioso da sociedade restará intocável. Desigualdades sociais, precariedades na educação e na saúde, violência e outras máculas que parecem indeléveis seguirão como tais.
O decálogo de um PAC revolucionário para a história pátria, entendido corretamente, não é novidade. Prescinde de justificativa. Nada se lhe equipara na relação custo/benefício. Os itens são óbvios:
1. Expandir, em curtíssimo prazo, o número de creches e pré-escolas de qualidade, estrategicamente localizadas, funcionando em tempo integral, em todos os municípios do país.
2. Criar a profissão de cuidador da primeira infância, de nível médio, para atuar nas unidades de creches e pré-escolas, a ser formado em curso regular, disponibilizado por entidades públicas ou privadas, em parceria com instituições universitárias.
3. Implantar programa de promoção do crescimento e desenvolvimento da criança, desde a concepção, com qualidade inegociável, desenvolvido por profissionais dotados de formação diferenciada nesse complexo domínio de conhecimento. As equipes envolvidas atuarão junto às mães, em visitas domiciliares, e nas creches e pré-escolas.
4. Recuperar o projeto do Centro Integrado de Educação Popular (Ciep), aprimorando-o com técnicas educacionais da atualidade, reproduzindo-o rapidamente em todas as unidades da Federação, visando à qualidade do ensino fundamental em tempo integral, a ser assegurado a todas as crianças, sem qualquer distinção.
5. Criar a carreira federal do magistério, com pré-requisito de qualidade, cujos profissionais sejam remunerados com salário à altura da dignidade da nobre missão exercida.
6. Garantir à criança e ao adolescente o acesso à assistência à saúde prestada por pediatra habilitado pela qualificação profissional requerida, incluindo †††õ?o atendimento de puericultura destinado ao acompanhamento regular do ser humano no decisivo ciclo de vida marcado pela complexidade dos fenômenos de crescimento físico e desenvolvimento neuropsicomotor e social.
7. Aplicar, em ações educativas e preventivas de saúde, entre elas a puericultura, o dobro do que o SUS investe em ações curativas.
8. Transformar a medicina em carreira de Estado, para prover as necessidades médicas do SUS, respeitadas as particularidades das múltiplas demandas e valorizado o mérito profissional a ser reconhecido por remuneração condizente com o desempenho adequado a um sistema de saúde com a abrangência e a dimensão que possui.
9. Impedir a venda e o porte de armas de fogo no país; recolher as já vendidas; e proibir a apresentação de filmes, novelas e programas de rádio e televisão que contenham cenas protagonizadas com o uso de tais equipamentos.
10. Erradicar, de uma vez por todas, a veiculação de qualquer propaganda comercial envolvendo a criança.
As medidas que integram o decálogo são de clareza meridiana. Têm alcance transformador contundente. Custam menos que os investimentos na Copa do Mundo. O retorno, tanto econômico quanto humano, é infinitamente mais alto. Se não realizadas, a mediocridade nacional perdura.
O teor revolucionário do próximo capítulo da nossa história está nas mãos do governo Dilma. Que 2013 seja, de fato, um ano novo. São os votos dos cidadãos, também eleitores.

Assessoria de Comunicação da SBP
Texto: DIOCLÉCIO CAMPOS JÚNIOR
Médico, professor emérito da UnB, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria

sábado, 12 de janeiro de 2013

Diamanitna destaca a lambança na capa do Estado de Minas.



Mergulhada em dívidas » Crise política ameaça tradicional carnaval de Diamantina Em estado de emergência por causa do caos nas contas públicas, Prefeitura de Diamantina teme não conseguir arcar com os custos da folia, que no ano passado ficaram em R$ 900 mil
Felipe Canêdo
Publicação: 12/01/2013 06:00 Atualização: 12/01/2013 09:30

Mais de 40 mil pessoas participam da folia na cidade, o que exige uma estrutura gigante para garantir shows, segurança e atendimento de saúde (Paulo Filgueiras/EM/D.A press - 5/3/11)
Mais de 40 mil pessoas participam da folia na cidade, o que exige uma estrutura gigante para garantir shows, segurança e atendimento de saúde


Um dos carnavais mais famosos e tradicionais de Minas Gerais e do Brasil, o de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, pode ser comprometido por dívidas estimadas em cerca de R$ 3,5 milhões e dificuldades deixadas pela gestão de Padre Gê (PMDB) à frente da prefeitura. O empresariado, o setor hoteleiro e o prefeito interino, Maurício Maia (PSDB), que assumiu o posto com a cassação do prefeito eleito, Paulo Célio (PSDB), se esforçam para garantir que a festa, que no ano passado custou R$ 900 mil aos cofres da cidade, aconteça mesmo assim. “A gente tem que ter pé no chão, porque fazer um carnaval de que ninguém vai gostar não vale a pena. Vamos trabalhar muito para que a cidade mantenha a sua festa tradicional, com seus blocos e vários shows”, afirma Maia, que na quinta feira assinou um decreto de estado de emergência que manterá a prefeitura fechada até o dia 18.

Uma reunião de urgência foi realizada na tarde dessa sexta-feira para discutir a situação do carnaval com representantes do setor de turismo da cidade, empresários, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar e outra já está marcada para segunda-feira, quando, segundo a secretária de Cultura, Bya Betelli, “será batido o martelo”. Ela acredita que a saída será a realização de uma parceria público-privada envolvendo donos de pousadas e de restaurantes e comerciantes. “Diamantina tem uma importância enorme, nós não podemos deixar de fazer o carnaval. Os empresários da cidade sempre nos ajudaram, não tem por que eles não nos ajudarem agora”, completa.
Os tradicionais shows da Praça do Mercado, com as bandas Bartucada e Bat-caverna, que não são bancados pela administração municipal, e o Bloco do Biri-Biri estão garantidos. “O carnaval vai acontecer, mas não vai ser com toda a estrutura que teve no ano passado. Estamos correndo atrás para garantir uma festa de qualidade para o folião e estamos tentando viabilizar outros palcos espalhados pela cidade”, diz o produtor cultural Ricardo Luiz Santos, que trabalha na prefeitura.

No ano passado, além do palco principal, sete palcos espalhados pela cidade garantiram a diversão dos cerca de 40 mil turistas de todo o Brasil e de várias partes do mundo. Mesmo com toda a estrutura de um dos maiores carnavais do país, a cidade sofreu com lixo espalhado  e com o mau cheiro de xixi. Este ano, a prefeitura pode ter dificuldades para garantir limpeza, segurança e conforto para quem vai visitar Diamantina. O número de ambulâncias e plantonistas que mantêm os hospitais em pleno funcionamento no período também é outra preocupação.

Presidente da Associação Diamantinense de Empresas Ligadas ao Turismo (Adeltur) e proprietária da Pausada do Garimpo, Mariana Pereira admite que a procura por hospedagem está um pouco abaixo do esperado para o feriado. Cármen Couto Nascimento, dona da Pousada Relíquias do Tempo e também diretora da entidade, afirma que a baixa procura é causada pela época do carnaval, no começo de fevereiro. “Quando ele é nesse período, as pessoas demoram mais para reservar hospedagem. Elas fazem isso depois que voltam das férias. Acredito que a cidade vai ter um carnaval muito bom, é uma festa muito tradicional e os diamantinenses não vão deixar que ela fique para trás”, afirma.

Vaivém na prefeitura

O prefeito eleito, Paulo Célio, foi impedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)  de tomar posse, devido a irregularidades antigas do vice-prefeito eleito, Gustavo Botelho (PP), que já exerceu o cargo de prefeito, entre 2001 e 2008. O TSE impugnou a chapa. Com isso, quem assumiu foi o presidente da Câmara, Maurício Maia, do mesmo partido de Paulo Célio, mas novas eleições devem ser marcadas em breve pelo tribunal.

O prefeito interino herdou de Padre Gê uma prefeitura com graves problemas. Gê foi alvo de uma comissão parlamentar de inquérito na Câmara Municipal, concluída no fim do ano. Segundo o decreto de emergência de Maia, a prefeitura deve pouco mais de R$ 1 milhão só em salários de servidores, que não receberam os dedezembro. A quantia não foi nem empenhada na folha de pagamentos e a Câmara da cidade vai se reunir também na segunda-feira para autorizar o pagamento emergencial dos funcionários municipais. Além disso, o texto informa que o lixo acumulado é outro problema, já que, sem receber, os garis ameaçam fazer greve. O prefeito informou que a coleta de lixo será normalizada somente depois do dia 18, quando a prefeitura volta a funcionar.

Cancelado

A cidade de nome sugestivo e carnaval tradicional no Sul de Minas, Santa Rita do Sapucaí, anunciou na quinta-feira o cancelamento da festa por motivos semelhantes aos que preocupam os turistas que vão para Diamantina. A dívida do município chega a R$ 3 milhões, segundo informou o prefeito Jefferson Gonçalves (PR), e os gastos com a folia giram em torno de R$ 600 mil. Blocos e escolas de samba que já tinham tido gastos antecipados e comerciantes da cidade lamentam a situação. 
Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2013/01/12/interna_politica,342856/crise-politica-ameaca-tradicional-carnaval-de-diamantina.shtml

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

VERGONHA E BANDALHEIRA PÚBLICA!



Prefeitura de Diamantina decreta calamidade pública e fecha por 6 dias a partir de hoje. . Leia o decreto na íntegra: DECRETO N.° 005 de 10 de janeiro de 2013.

“DECRETA ESTADO DE EMERGÊNCIA ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA NO MUNICIPIO DE DIAMANTINA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”

O PREFEITO MUNICIPAL DE DIAMANTINA, NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES LEGAIS, ESPECIALMENTE AS QUE LHE SÃO CONFERIDAS PELO ARTIGO 80, INCISO XLIV, DA LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO E, CONSIDERANDO;
Que o município está inserido, neste momento, num processo de transição política administrativa tumultuada, em que a equipe de transição foi suspensa, não tendo sido informada com exatidão das informações correntes, não permitindo assim a conclusão fidedigna da real situação econômica, financeira e administrativa da prefeitura, conforme determina e orienta o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais e que a nova administração não teve acesso a informações mais profundas com vistas à continuação dos serviços básicos e essenciais;
Considerando que após assumir a prefeitura foram detectados vários problemas financeiros e administrativos no tocante a escassez de materiais de consumo para a prestação, mesmo que mínima, dos diversos serviços públicos, inclusive, combustível para abastecerem as ambulâncias, caminhão de lixo e os demais viaturas da prefeitura;
Considerando o estado lastimável da maioria dos veículos e máquinas que compõem a frota, na sua grande maioria sucateados, com falta de peças, pneus, revisões técnicas e outros;
Considerando a situação precária da maioria dos bens móveis e equipamentos que compõem o patrimônio público municipal;
Considerando o vencimento da Certidão de Regularidade Previdenciária (CRP) e a impossibilidade imediata de renovação, em decorrência do não pagamento da contribuição previdenciária patronal junto ao Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Diamantina/MG (FUMPREV), por aproximadamente oito meses, colocando o Município em situação de inadimplência impedindo o recebimento de transferência de recursos do Governo Estadual e do Governo Federal;
Considerando que o débito do Município junto ao FUMPREV perfaz um montante de R$1.022.752,11(um milhão, vinte e dois mil,setecentos e cinquenta e dois reais e onze centavos),de acordo com as informações oficiais do presidente dessa instituição, em sua maior parte de débito patronal e um restante relativo aos servidores;
Considerando ainda que o débito apurado até a presente data perfaz um montante aproximado de R$ 3.500.000,00(três milhões e quinhentos mil reais), com restos a pagar sem o devido empenho;
Considerando o enorme desequilíbrio das finanças públicas municipais muito próximo de uma falência pública, onde parte dos servidores públicos não receberam o salário do mês de dezembro/2012, que se quer foi empenhado pela administração anterior;
Considerando ainda o inchaço da folha de pagamento promovida pelo ex-prefeito em sua gestão e diante da impossibilidade de sustentabilidade financeira de tal situação, tendo sido necessária e premente a exoneração de 170 cargos comissionados;
Considerando que os servidores, notadamente aqueles que prestam serviços essenciais à administração, como os garis, já alertaram a administração que vão entrar em greve em razão do não pagamento do salário referente ao mês de dezembro/2012;
Considerando que a ineficiência do recolhimento do lixo nas ruas da cidade, ocorrido nos últimos meses do ano de 2012 pela administração anterior, que causou acúmulos indevidos, com riscos sérios à saúde da população local, e diante do sucateamento, principalmente, dos dois caminhões de lixo em uso;
Considerando que o Aterro Controlado estava há mais de dez dias, antes do dia 01 de janeiro de 2013, sem o recobrimento dos seus resíduos, provocando a proliferação de pragas, insetos e moscas e outras espécies, causando prejuízos á saúde dos munícipes e do meio ambiente;
Considerando que está em funcionamento apenas 10% do serviço de coleta seletiva, devido à falta de equipamentos básicos para o trabalho, bem como recursos financeiros para o abastecimento do veiculo;
Considerando que o saldo financeiro de recursos próprios em 31/12/2012, informado pelo ex-prefeito foi de apenas R$ 297,863,24 (duzentos e noventa e sete mil oitocentos e sessenta e três reais), saldo esse totalmente insuficiente para quitar a folha de pagamento do mês de dezembro, bem como das demais despesas obrigatórias e que os recursos existentes nas demais contas da prefeitura tratam-se de verbas vinculadas, ou seja recursos para convênios com finalidades específicas, e que seu manejo é ilegal e implica em improbidade administrativa;
Considerando ainda que dentre os débitos apurados há diversas contas a pagar de Energia Elétrica, Água, Telefonia, de vários meses de 2012, em especial de Postos de Saúde, do CAPS AD, tanto da cidade quanto de distritos,
Considerando a proximidade do carnaval 2013, evento de maior vulto econômico do nosso município e da desinformação à Comissão de Transição de um relatório-base de 2012 com informação precisa dos custos estimados;
Considerando a eminência do “Retorno às Aulas”, em especial nos distritos e povoados, quando se faz necessária a recuperação das estradas e devido ao sucateamento das máquinas existentes;
Considerando o estoque zerado da Merenda Escolar;
DECRETA:
Art. 1º. - Estado de Emergência Financeira e Administrativa no âmbito da Administração Pública, pelo prazo de 60(sessenta) dias, podendo ser prorrogado, no intuito de restabelecer o equilíbrio financeiro e o respeito aos princípios e normas que regem a coisa pública.

Art.2º.- Autorizar o Poder Executivo a utilizar de contratações temporárias, de no máximo 90(noventa) dias, especifica e exclusivamente para as áreas sociais(Educação, Saúde e Assistência social), no intuito de não permitir a paralisação desses serviços essenciais;

Art.3º..- Adequar o pagamento das dívidas existentes deixadas pela administração anterior para possibilitar o equilíbrio financeiro da prefeitura, priorizando aquelas referentes ao funcionalismo público municipal;

Art.4º - Determinar que todo órgão da administração adote medidas de racionamento e contenção de despesas, até que seja elaborado um plano de reestruturação das finanças públicas municipais;

Art.5º - Ficam suspensos de forma temporária:

a) concessão de diárias, salvo expressamente autorizadas pelo Prefeito Municipal, não cabendo o pagamento de diária de viagem na hipótese de o servidor realizar deslocamento sem necessidade de pernoite, para distritos e Municípios limítrofes, com o propósito de realizar tarefas inerentes à sua função.
b) concessão de gratificações, férias e licença-prêmio;
c) concessão de licenças para tratar de interesses particulares, quando implicarem em nomeações para substituição;

Art.6º.- Manter o funcionamento administrativo da prefeitura apenas para expediente interno, no período de 11/01/2013 a 18/01/2012, podendo o aludido período ser prorrogado a critério da administração.

Art.7º - Manter o funcionamento externo da prefeitura dos serviços essenciais, liberação de alvarás, pagamento de taxas e/ou impostos municipais.

Art.8º. - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.

DIAMANTINA (MG), 10 de janeiro de 2013.

MAURÍCIO DA PAIXÃO MAIA
PREFEITO MUNICIPAL INTERINO

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

IPVA 2013

Apesar de mais imposto sem retorno, somos obrigados a pagar, pra poder rodar tranquilos com os carangos e motocas. Absurdo é a Taxa de Licenciamento, criada pelo finado Itamar, aquele do topete.


Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores

A escala de vencimentos do IPVA 2013 inicia em 14 de janeiro e termina em 27 de março, para todos os veículos automotores rodoviários usados, variando de acordo com o final da placa.
O prazo para pagamento à vista com desconto ou da 1ª parcela é de 14 a 25 de janeiro, conforme o final da placa.
Para efetuar o pagamento, você pode recorrer às agências bancárias credenciadas, emitir a guia de arrecadação, por intermédio de aplicativo disponível na internet ou comparecer a alguma unidade de atendimento da SEF/MG ou UAI.
Para mais informações e aplicativos relacionados ao IPVA, consulte o menu abaixo.
Subsecretaria da Receita Estadual (SRE)
Superintendência de Arrecadação e Informações Fiscais (SAIF)