domingo, 7 de abril de 2013

Morre Marku Ribas.

O compositor, cantor, instrumentista e ator Marku Ribas morreu aos 65 anos na noite deste sábado em decorrência de um câncer no pulmão. Ele estava internado no hospital Lifecenter, em Belo Horizonte, desde a última quarta-feira. A morte do músico foi confirmada por sua filha, Lira Ribas.
Segundo ela, a causa da morte foi insuficiência respiratória. Ribas foi diagnosticado com câncer no pulmão no ano passado. "Os médicos disseram que os exames estavam bons, mas o pulmão dele não aguentou", disse Lira.
A mulher do músico, Maria de Fátima Ribas, informou que os médicos tinham diagnosticado uma metástase --espalhamento do câncer para outros órgãos--, que havia comprometido também a pleura do músico.
"Ele acabou de falecer. Teve uma morte linda, com as filhas cantando ao lado dele", disse a viúva do músico à Folha.
A família informou que o compositor será cremado, ainda sem data definida. O músico, que completaria 66 anos no dia 19 de maio, deixa a mulher e duas filhas, Lira e Júlia Ribas. Marku também foi incentivador da carreira de seu sobrinho, o percussionista Amoy Ribas.
"Ele vinha mal desde o meio do ano passado. Fez quimioterapia, teve uma melhora boa e a família ficou esperançosa. O Marku foi um cara com muita criatividade, muito à frente do seu tempo. Foi o primeiro cara a tocar reggae no Brasil, o primeiro a ter rastafári, o primeiro a ir à Á frica para pesquisar ritmos e o primeiro a fazer efeitos pecurssivos com a boca, influenciou muita gente como João Bosco e Ed Motta. A criatividade excessiva atrapalhou a carreira comercial", disse Amoy Ribas.
O Marku é um daquele caras que não tiveram o sucesso que merecia, mas no meio musical era muito reconhecido. Trabalhamos muito juntos, ele será um dos grandes suingueiros do Brasil, como Wilson Simonal e Emílio Santiago, que nos deixou recentemente. Ele deixa uma filha que canta muito bem, a Júlia", disse Roberto Menescal, que produziu discos de Marku Ribas.

                        


TRAJETÓRIA
Nascido em Pirapora, no interior de Minas Gerais, Marco Antônio Ribas completou 50 anos de carreira em 2012. Recentemente, convidado a participar de um show em homenagem a Amado Maita, Ribas cancelou sua participação devido à piora em seu estado de saúde.
Marku Ribas gravou seu primeiro disco, "Flamingo", em 1966. Em sua carreira, lançou 12 álbuns de estúdio, com destaque para "Underground" (1973), "Marku" (1976) e "Barrankeiro" (1977).
O músico, que tocou com nomes como Nara Leão, Wagner Tiso, Djavan, Chico Buarque, João Donato, Tim Maia, Marcelo D2, Emílio Santiago, entre outros, viveu quatro anos no Caribe, dois anos na Ilha de Martinica e dois anos na Ilha de Santa Lúcia, onde se encontrou pela primeira vez com Bob Marley ainda conhecido como Robert, cantor do conjunto The Wailers.
Em 1984, Marku Ribas foi convidado por Mick Jagger a participar do clipe da música "Just Another Night" e a tocar com o Rolling Stones, no ano seguinte, no tema "Dirty Work".
Fonte: Folha.  

Marku, como era chamado, estudou e foi amigo de infância da minha mãe, em Pirapora, onde cantavam juntos nas festas do colégio. Ela tem ainda o vinil, lançado por ele e o irmão Déo (Déo e Marco),  ambos  fazendo pose, em frente a um avião bimotor. 
Marku, apesar da capacidade fantástica, que o fez gravar também com Paul Simon, no central Park em Nova Iorque, era um cantor e ator de múltiplas características e talentos. Se manteve amigo da nossa família  e confiante nas habilidades do meu pai, trouxe sua filha e também cantora, Júlia Ribas, para fazer tratamento cirúrgico e se livrar dos dentes "cisos".
Diamantina, na década de 90, teve o prezer de recebê-lo e curtir um show jamais visto, quando o palco foi montado na porta da prefeitura. 
Ficará a saudade, as boas lembranças e aqui em casa o seu útimo CD, que comprei em BH.
Vai com Deus amigo. Tantas perdas queridas, nos útimos dias. Vai entender...

terça-feira, 2 de abril de 2013

Wikipédia + Asneiras = Wikimerda !

Pessoal, como  médico, me sinto na obrigação de esclarecer algumas asneiras, que se tornaram rotina na internet, nos últimos dias. 
Em relação ao paracetamol e a dengue, apenas a sequinte observação:
O paracetamol é um medicamento metaboilizado pelo fígado e em altas doses diárias, como
por exemplo 4 gramas/dia, pode ser tóxico para o fígado. Ou seja, a pessoa que tomar rotineiramente, 5 comprimidos de 750 mg ou 8 de 500 mg, pode lesar o seu fígado.
A dengue é uma doença, que pode também acometer o fígado. (pode, algumas vezes. Nem sempre isso ocorre).
Daí a associação de Dengue com acometimento hepático e altas doses (ALTAS DOSES !!!) de
paracetamol, pode complicar mais o caso.
Doses normais de paracetamol e dipirona, não farão mal algum a ninguém com Dengue.
Daí, faço algumas colocações.
1- Wikipédia: como o próprio nome dessa merda diz: "enciclopédia livre". Qualquer pessoa pode postar o que bem entender e pior ainda, posta sem entender merda nenhuma sobre os assuntos, que ficam lá, sem revisão, sem fiscalização e o Dr Google, direcionando as buscas de respostas, pra esta página ridícula.
2- Anos de faculdade e especilização, mais anos de estudos quase diários, ainda nos colocam muitaz vezes em dúvidas diagnósticas e necessidade de complementar consultas com exames
e novas avaliações. O que dizer de curandeiros internéticos, palpitando sobre assuntos que desconhecem totalmente ??
3- Como escrito na Wikimerda, ou Wikipédia, o vírus da dengue realmente é primo do vírus da hepatite-c. Conheço ambos. Os pai do víris da dengue é irmão mais velho da mãe do vírus da hepatite-c. Por isso eles são primos. Sua avós, mãe dos seus pais, se chama IGNORÂNCIA !
Vai entender ...  

segunda-feira, 1 de abril de 2013


Orçamento. Parabéns !!!





Penso eu, que em 2013, não cabe mais amadorismo em nenhuma área ou emprego. 
Ofereço este texto, pra alguns entendidos e ditos auto suficientes, gestores e diretores de órgãos que deveriam dar os maiores e melhores exemplos de funcionamento, profissionalismo e resultados, mas são os grandes frustrados e falidos, pela simples falta de qualificação pra estarem nos cargos que ocupam; coisas comuns em nosso Brasil-il-il.

Não é minha área de atuação, mas fico indignado de ver esse tipo de coisa acontecer.
Vejo a formação e profissionalismo da minha esposa e suas inúmeras especializações, serem frustradas e combatidas por decisões meramente políticas de gestores incompetentes e muitas vezes desonestos, mas que por diversos motivos, que não por capacidade e conhecimento, gerenciam diversas áreas e, serviços importantes e essenciais em nosso município. 
Talvez revolta, mas incômodo nenhum. Somos profissionais reconhecidos por pessoas de sucesso que temos apreço e somos também, auto suficientes e independentes de qualquer emprego ou favor, seja ele político ou não. 

A imagem acima, não significa nada, afinal. Ou há algum significado, quando uma das 5 maiores lojas comerciais da cidade, dá um orçamento desse nível a um amigo, num pedaço rasgado de folha de caderno, pra realizar uma compra neste valor?

O trataram com o desprezo de quem julga as pessoas pela aparência, sem mesmo imaginar que ele poderia fazer esta merda de compra à vista. 

Por isso, inúmeras coisas não funcionam, não prosperam e não destacam, numa cidade minúscula como a nossa. Tenho pena do dono e por consideração e ética, não vou citar de onde veio essa merda.

Mas se o que você tem a oferecer em casa é banana, não adianta ter um cachorro. Compre logo um macaco e seja feliz! 
Vai entender ...

quinta-feira, 28 de março de 2013

Toma distraído !!

O cara pode até não ter sido mal intencionado, mas a resposta também foi criativa e na mesma medida. Como a gente diz, algumas vezes: "toma distraído!!".

Vídeo Motivacional

Dentre várias mensagens "Pascoais" que rolam nesta época, muitas delas repetitivas, quero oferecer a todos vocês, este link de um vídeo expetacular, sobre coaching.  Daqueles que precisamos assitir quase todos os dias, pra renovar nossas forças e traçar nossos objetivos. 
Assistam. Abraço a todos,
Rodriguim. 

http://www.youtube.com/watch?v=1X4CrH3LExw

quinta-feira, 21 de março de 2013

Receita de Miojo em redação do ENEM.

Que o nível de ensino está cada vez pior e claro, o nível dos estudantes e profissionais jogados no mercado também, ninguém espanta mais. 
Mas o pior é saber que os responsáveis pelo controle do nível de qualidade, fingem que exercem as suas funções.
Pior ainda, saber que o tão concorrido vestibular, ultimamente chamado ENEM ou sei lá que merda, não avalia bosta nenhuma. 
Caso contrário, não aconteceria coisas absurdas, como o fato descrito abaixo. O pior, é que os babacas responsáveis, ainda tentam justificar a nota de  560 pontos, alcançada com uma  redação cheia de erros de português, de pontuação e com uma receita de miojo, no meio do texto. . 
Vai entender ...

20/03/2013 07h30 - Atualizado em 20/03/2013 12h44

Jovem que pôs receita no Enem vira ‘sensação’ em universidade de MG

Estudantes de cursos diferentes querem conhecer quem desafiou o MEC.
‘Ideia de escrever sobre o macarrão veio na hora da prova’ , disse.

Jéssica Balbino Do G1 Sul de Minas
469 comentários
“Gui, na próxima redação você pode lançar o frango gratinado que te ensinei sábado”, disse Romano Lopes na página de uma rede social do amigo Carlos Guilherme Custódio Ferreira, que ficou conhecido após inserir, no meio da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), uma receita de como preparar macarrão instantâneo.
Aos 19 anos, o estudante de engenharia civil tornou-se o centro das atenções na Centro Universitário de Lavras (Unilavras-MG) e os convites para conhecê-lo não são poucos. Pessoas de outros cursos querem saber quem é o jovem que desafiou o novo sistema de avaliação do Enem.
Gui, na próxima redação você pode lançar o frango gratinado que te ensinei sábado"
Romano Lopes
amigo do estudante
De acordo com ele, a ideia de inserir a receita no meio da prova surgiu no momento em que ele redigia a redação, cujo tema era "Movimento Imigratório para o Brasil no Século XXI". Com o título “Imigração Ilegal”, e quatro linhas de texto em que descreve como cozinhar e servir o Miojo, o estudante conseguiu 560 pontos na prova. “Não imaginava que conseguiria esta pontuação, mas, não serviu para nada, pois quando saiu o resultado, eu já estava na faculdade e a nota também não seria suficiente para que eu fosse admitido nas universidades públicas”, comentou.
Ele também não sabe por que escolheu justamente a receita do Miojo. “Me veio a mente enquanto eu fazia a prova e pensei que seria uma boa para testar a eficiência, neste caso, ineficiência, da correção do exame”, completou.
Natural de Campo Belo (MG), onde fez a prova, o jovem conta que se mudou para Lavras para estudar e que esta foi a segunda vez que fez a prova do Enem. Em 2011 ele prestou o exame conhecido popularmente como ‘treineiro’, mas não utilizou a nota para tentar entrar nas universidades, já que ainda estava no Ensino Médio.
Jovem que pôs receita no Enem vira ‘sensação’ na Ufla, em Lavras (Foto: Reprodução EPTV)Jovem que pôs receita no Enem vira ‘sensação’ em universidade de Lavras (Foto: Reprodução EPTV)
Com 75% de financiamento do curso através do Financiamento Estudantil (Fies), o universitário que está no segundo semestre do curso e que divide um apartamento com outros cinco jovens estudantes no formato de república, conta que está feliz, pois é o que sempre quis estudar. “Eu sempre quis este curso e consegui o Fies para terminá-lo, o que é de grande ajuda”.
Desta maneira, o futuro engenheiro pretende seguir o curso até o final e espera que a brincadeira, chamada por ele de ‘despretensiosa’, reforce a correção das redações na prova que habilita estudantes para cursarem faculdades em todo o país.
“Espero que as correções fiquem mais criteriosas e rigorosas a partir de agora. Eu fiz a prova porque já estava inscrito, mas não tinha muito compromisso, uma vez que já estou na faculdade”, destacou.
Redação com receita do macarrão instantâneo recebeu nota 560 no Enem (Foto: Reprodução/Facebook)Redação com receita do macarrão instantâneo recebeu nota 560 no Enem (Foto: Reprodução/Facebook)
Sobre a prova e a correção
O estudante conseguiu 560 pontos na prova. A redação escrita por ele foi avaliada como adequada, embora previsível e com argumentos superficiais, segundo uma nota enviada pelo Ministério da Educação (MEC). A determinação do Enem em 2012 era de que as redações teriam até três corretores, no entanto o texto escrito por Carlos não apresentou discrepância de nota acima de 200 pontos entre os dois primeiros corretores e não precisou passar por um terceiro.

Fonte: G1

sábado, 16 de março de 2013

terça-feira, 12 de março de 2013

MOTOCICLISTA, PILOTE SEMPRE EQUIPADO!


A frase acima está presente em toda propaganda que vemos de moto em revistas, TV ou na Internet. Mas o que é andar equipado? Infelizmente, para muitos "andar equipado" é rodar usando capacete. Capacete é indispensável, porém só o capacete não basta. Então o que é andar equipado?

CAPACETE
Deve ser usado sempre, não importa se vai "apenas dar uma voltinha" ou ir do Oiapóque ao Chuí. E quando digo capacete, entenda como capacete INTEGRAL (ou seja, fechado) e aprovado pelo INMETRO. 70% dos traumas que atingem a cabeça do motociclista em um acidente de trânsito ocorrem na região do queixo e face, portanto os capcetes ditos abertos ou semi-abertos não ajudariam muito. Agora, imagine um capacete semi-aberto não aprovado pelo INMETRO, como o famigerado "coquinho" ou "tipo nazista". Além de proteger menos a cabeça estes capacetes NÃO suportariam um impacto direto. Apesar de seu uso ser contra a lei, lastimavelmente vê-se muitos motoclistas que insistem em usá-los, principalmente entre os donos de motos cruiser. É meio óbvio dizer isso, mas capacete foi criado para ser usado na cabeça, e não no cotovelo, bagageiro, pendurado na trava de capacete, etc. Infelizmente, alguns gostam de carregá-lo desta forma.
Então qual é o melhor capacete? Não é necessário comprar um modelo importado estupidamente caro. No Brasil são produzidos capacetes muito bons, e o teste do INMETRO é um teste bem rigoroso, equivalente ao teste DOT dos capacetes de origem nos EUA. O teste SNELL é um pouco mais rigoroso, ao ponto que capacetes abertos NÃO são certificados, como também não os basculantes (capacetes fechados que podem levantar toda a frente). Portanto, o ideal seria um capacete com certificação SNELL, mas como disse antes, se o capacete fechado tiver o selo de aprovação do INMETRO, é um capacete confiável.
SEMPRE experimente o capacete antes de comprar, uma vez que as formas dos vários modelos diferem muito entre as várias marcas disponíveis. Ao comprar, não esqueça que a viseira é um "item de consumo", pois com o tempo ela ficará invariavelmente riscada, sendo necessário sua troca periódica. Dê preferência a uma marca que seja fácil de conseguir viseiras. Se for comprar uma viseira escurecida, sempre tenha a mão a viseira clara. Nada pior do que pegar uma estrada a noite de viseira escura. Se achar que talvez precise trafegar durante a noite, use a viseira clara. Na hora de comprar o capacete, dê preferência à cores claras e vivas, por serem mais visíveis no trânsito, e que tenha o máximo possível de adesivos refletivos.
E um último ponto: capacete fechado, importado e estupidamente caro, com selo da SNELL, porém usado SEM A CINTA JUGULAR PRESA não adianta nada. Sempre deve-se ajustar a cinta jugular de modo que fique confortável no pescoço porém evite que o capacete seja arremessado de sua cabeça na hora de um impacto.

JAQUETA
Depois do capacete, muitos consideram a jaqueta como o segundo item de segurança mais importante para o motociclista. A principal função da jaqueta é proteger o tronco e braços da abrasão do piso em caso de queda, evitando os ardidos "road rashes" (esfolados pelo asfalto). Portanto, os únicos dois tipos de tecido que estão à altura desta tarefa são o nylon Cordura e o bom e velho couro. Outros tecidos, como o jeans por exemplo, não suportam a abrasão. O jeans aguentaria apenas em torno de 1 m antes de se desintegrar e a pele do piloto entrar em contato com o asfalto, e isto se estiver em um piso de asfalto limpo, sem pedras, areia, etc.
Qual o melhor, couro ou Cordura? Depende. A resistência a abrasão do couro é maior do que a da Cordura, porém a Cordura apresenta outras vantagens. Talvez a maior vantagem da Cordura é no calor, onde uma jaqueta de Cordura será mais fresca que uma de couro, pois ela permite melhor ventilação. Dependendo do tipo da Cordura, a jaqueta poderá ser bem resistente a água, porém será bem mais quente. Para evitar isso, muitos fabricantes colocam na face interna da jaqueta um tecido impermeável, como o GoreTex. A grande vantagem do GoreTex é que ele permite a transpiração (portanto é mais fresco) porém não deixa a água da chuva entrar. O grande problema de jaquetas com GoreTex é o preço, sendo bastante caras. Também há jaquetas de couro com GoreTex, mas além de serem caras sempre serão mais quentes que as de tecido sintético.
Um problema que jaquetas de couro apresentam é que elas podem adquirir mau cheiro devido à contaminação bacteriana do suor ou se mofarem quando são guardadas úmidas. Para se evitar isso, basta ter-se o cuidado de somente guardá-las totalmente secas e de vez em quando passar uma substância desinfetante para matar as bactérias que surgem quando o couro absorve a transpiração do corpo. O couro exige mais cuidados do que tecidos sintéticos.
Outro fato a se considerar quando for comprar uma jaqueta é o modelo. Basicamente, a jaqueta pode ser curta (até a cintura) ou 3/4 (tipo parca, até a coxa). Normalmente só se encontra jaquetas 3/4 se forem de Cordura. A grande vantagem da 3/4 é que confere melhor proteção na chuva. Um dos principais locais para a água se infiltrar é pela cintura, portanto se esta área estiver coberta, menos chances de se chegar em casa molhado. Também preste atenção nas mangas. O punho deve ser ajustável, de modo que uma vez passada a mão ele seja apertado para que a manga não suba e deixe o antebraço desprotegido na hora do impacto. Outra grande vantagem é se a jaqueta tiver alguma sistema para apertar a manga em torno do antebraço e do braço, para que a jaqueta não fique batendo no vento nestas regiões. Algumas apresentam uma cinta na altura da barriga pelo mesmo motivo.
A gola deve permitir que se possa fechar bem em torno do pescoço porém sem apertar demais, e deve também ser alta para proteger o pescoço do frio e chuva. O ideal seria uma gola que pudesse ficar bem alta nos dias de frio e chuva e dobrada para baixo no calor. É importante que ela também seja alta na parte de trás, pois quem já andou em tempestades sabe que pode pingar água do capacete na parte de trás do pescoço.
Mas uma boa jaqueta, de Cordura ou couro, com todas as características acima, não basta. Ela tem de ter aramdura no mínimo nos cotovelos e ombros, e idealmente nas costas também. Normalmente estas peças de armadura são colocados em bolsos internos e fixados com velcro para poderem ser retirados para limpeza da jaqueta. São confeccionados em plástico e forrados com tecidos macios, e no caso do cotovelo, tem uma articulação. Estas peças (principalmente as que recebem a categoria de aprovação CE da União Européia) são bastante eficientes na absorção de impactos. Se o motociclista cair, é muito provável que baterá os cotovelos no chão. Se por ventura rolar, vai bater bem mais partes do corpo. De forma alguma estas blindagens dificultam o uso da jaqueta, são pesadas ou deixam a jaqueta mais pesada. Não atrapalham em nada e você nem sente que estão ali. Boas jaquetas, tanto as de couro como Cordura, apresentam estas armaduras ou locais já prontos para elas serem colocadas posteriormente.
Uma outra questão que acho importante abordar é o uso de pins, buttons, tachinhas, algemas, correntes e outros penduricalhos que alguns insistem em usar na jaqueta. Isto é bastante comum entre os pilotos de cruiser e entre membros de motoclubes. Nada contra ostentar as cores do seu motoclube ou usar a jaqueta (ou colete por cima da jaqueta) como um mostruário de suas preferências. O probelma de usar qualquer tipo de enfeite de metal na jaqueta é caso ocorra uma queda. Imagine cair no asfalto, na velocidade que for, e ao invés de você deslizar sobre sua jaqueta, você deslizar sobre buttons, pins, tachinhas, algemas, correntes, etc. Se quiser enfeitar sua jaqueta, use patches de tecido. Bonitos, eficientes e não apresentam risco em caso de queda, além de você conseguir entrar em bancos sem disparar o detector de metal da porta.

LUVAS
O terçeiro item em grau de importância nos itens de segurança. Se você cair, você VAI bater a mão no chão. Isto é fato. Portanto, proteja muito bem suas mãos. Para luvas, o único material recomendável é o o couro. Como ele é o tecido que apresenta o melhor coeficiente de resistência à abrasão, não há sentido em se usar outro material. Obviamente, a luva deve ser INTEGRAL, ou seja, os dedos devem estar completamente protegidos. A chamada "luva sem-dedos" não confere um grau decente de proteção. Luvas sempre vão ser quentes, mas no vento isto não será incomodo. Se puder, escolha um modelo que apresente proteções de Kevlar, fibra de carbono ou metal na região dos nós dos dedos. As boas luvas também vem com proteção (geralmente Kevlar) na palma da mão e no dorso dos dedos também.
Escolha um modelo cujo punho seja cumprido o suficente para cobrir o punho da jaqueta. Desta forma não entrará nem vento nem chuva pelo punho. A luva não pode ser folgada, pois isso atrapalha ao usar os comandos dos manetes, e nem muito justa por motivos óbvios. Mas ao comprar, lembre-se que o couro sempre lasseia com o tempo.
Ainda estou para encontrar uma boa luva com armadura e que realmente seja a prova de chuva forte. A solução? Guarde no bolso da jaqueta, debaixo do banco, bolsa de tanque, etc um par de luvas "de procedimento" (feitas de látex, as vezes chamadas de "luvas cirúrgicas"). Na hora da chuva é só encostar e vestí-las por cima da luva de couro. Como sãofinas e facilmente rasgáveis, chegando em casa jogue-as fora e reponha o par que você usou (são vendidas em caixas em lojas de produtos médicos, e são bem baratas). Funcionam para chuvas leves ou viagens muito curtas. Para viagens longas ou tempestades, luvas de cozinha (de borracha) por cima das luvas de couro protegem mais. Infelizmente, até hoje não encontrei um par grande o suficiente que caiba minha mão com luva de couro confortavelmente.

CALÇAS
Basicamente, o que disse a respeito das jaquetas vale para as calças. Elas devem ser de couro ou Cordura, e com armadura nos joelhos (algumas também vem com proteçao no lateral da coxa, na altura do quadril). A proteçao do joelho é articulada, oferecendo total mobilidade. Anadando normalmente você nem sente que está usando armadura.
Calças jeans NÃO são uma opção. Em caso de queda, junto com as mãos e talvez cotovelos, você irá bater os joelhos. Se não estiverem devidamente protegidos, o estrago pode ser grande e muito doloroso. Nem pensar em andar de shorts! Além de proteger contra abrasão e impactos diretos, as calças também evitam de você se queimar no motor ou escape em caso de queda com a moto em cima da perna.
Se sua calça necessita de cinto, use um cinto com fivela pequena e sem adereços. O ideal seria usar uma calça que é presa a cintura por cintas de velcro. Lembre-se que atrás do cinto está sua barriga, por isso não é uma boa idéia manter algo de metal nessa região. Além do mais, fivelas de cintos tem predileção por riscar a pintura do tanque.

BOTAS
Devem ser de cano alto e de couro, sendo presas com velcro, zipper ou outro sistema de fixação que NÃO utilize cadarços. Elas devem ser altas o suficiente para proteger o tornozelo, e não devem permitr movimentos não naturais do pé. O ideal é um modelo que cubra até a canela, protegendo-a de pedras e outros objetos que podem ser lançados contra a sua perna. Ela deve ser rigída para não permitir grande movimentação lateral do pé mas móvel o suficiente para permitir usar o câmbio e pedal de freio sem dificuldades.
Os melhores modelos apresentam barras na face lateral que vão do calcanhar à altura do tornozelo, protegendo contra impactos e torção lateral do pé. A sola deve ser sem travas, para não enroscar nos pedais, mas deve ser grossa para agüentar a abrasão do contato do asfalto no dia-a-dia. Algumas são a prova d'água, com membranas de GoreTex no seu interior, mas como desvantagem são quentes no calor.
Na estrada, preferencialmente devem ser usadas DEBAIXO da calça, e não com a calça por dentro, a não ser que queira que a água da chuva escorra para dentro do cano. Se você for rodar por pouco tempo (não vai viajar) e acha que o tempo não está para chuva, pode-se usar a calça por dentro das botas para se ter a garantia de que a barra não vai enroscar em nada na moto, principalmente no trânsito da cidade, onde você está sempre tirando os pés dos pedais. Quando for comprar uma par, vista-o na loja e tente caminhar com ele. Deverá sentir-se confortável porém não pode ser muito folgado (lembre-se que vai lassear). NUNCA vá fazer uma viagem longa com um par de botas não-amaciado. Se vai viajar, use-as no dia-a-dia por um tempo antes para amaciarem e não sofrer durante a viagem.

Independente do estilo da sua moto, você deve proteger-se da melhor maneira possível. Talvez a melhor proteção seria a oferecida por um macacão de corrida, de couro e com armadura por tudo. Mas mesmo não se levando em consideração o alto custo deste equipamento, para um passeio "light" não é necessário este nível de proteção. Um bom conjunto de calça + jaqueta, boas luvas e botas e um bom capacete é o suficente. A escolha entre couro e Cordura é basicamente uma questão de gosto pessoal (não estou me referindo a corredores ou a quem vai andar no limite). Devemos deixar modismos e preconceitos de lado, pois o estrago causado ao piloto em um acidente de moto é independente do estilo da moto, mas sim do nível de proteção do equipamento que o piloto estiver usando no momento do acidente.
Quem anda de moto conhece bem os riscos impostos a nós por pavimento em péssimo estado de conservação, motoristas de carros desatentos ou irresponsáveis, caminhões e ônibus despejando óleo na pista, etc. Por isso devemos estar sempre preparados, e não pode existir NUNCA a idéia de que "vou ali e já volto, portanto não preciso de toda esta indumentária", ou então "hoje está muito quente para usar tudo isso". Moto é uma paixão perigosa, quem acha que não é por que não sabe andar (bem). Prefiro mil vezes reclamar todo dia do calor por andar "blindado" do que lamentar por não estar usando o equipamento apropriado uma única vez.
Vista-se para o tombo, e não para o passeio!

sábado, 9 de março de 2013

O mundo pede mais razão e menos emoção.




Pelo menos é assim que tenho visto e vivenciado todos os últimos momentos, sejam pela prática vivida no dia a dia, ou seja, pelas telas de TV com suas trágicas, rotineiras e nada surpreendentes notícias. 

Fico pensando muito e viajando até nas profundezas da existência de um Deus que vá nos julgar e nos direcionar a uma nova vida, de acordo com o que praticamos aqui.

A viagem e a cabeça vão a mil, vendo e convivendo com roubos, falcatruas, estupros, assassinatos, desvios de verba, pedofilias, maus tratos, etc e muito tal.

Será que o livre arbítrio nos dá esses direitos desonestos e indecentes?

Será que o mundo é mesmo dos espertos?

Será que temos que fazer as nossas leis, à base do dente por dente, olho por olho?

Casos recentes, como desse tal de Bruno, me fazem, refletir muito.  Em poucos anos, ele  estará fora da cadeia e a Elisa, nunca mais curtirá esta vida. Nenhuma festa, praia, passeio, beijo na boca, beijo no filho, nada, nada, nada, nada...

Por pior que seja a cadeia, há vida dentro dela. Não há vida no cemitério. Não há presença física, nem sentimental. Só ausência, só saudade...

O bem mais precioso que existe, a vida, nos é tirada por um simples tiro na cabeça em troca de um carro ou de um par de tênis.

Até quando?

Se eu  expuser aqui os detalhes relacionados a governos, administrações e sua leis ridículas, nunca cumpridas, vou escrever eternamente.

Resta-me rezar, fazer sempre o bem, trabalhar honestamente pra dormir tranquilo, me proteger e evitar situações de risco, além de procurar estar preparado pra elas, pois não vou pensar duas vezes se tiver que mandar alguém pro inferno pra permanecer aqui.

A vida e é aqui e onde que quero estar. Podem apostar!

ass. Rodriguim.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Diamantina, 175 anos.

Deve ter dado o maior trabalho, pra prefeitura bolar esta comemoração.


16° Curvelo Motoshow



16° Curvelo Motoshow - Curvelo MG 

02 a 05 de Maio de 2012

Venha conhecer um dos mais tradicionais e melhores encontros de motociclistas do estado de Minas Gerais.
Quatro dias de muito rock and roll, boas estrada, área de camping coberta com café da manha e total segurança a 150 mts do evento, as melhores bandas de rock divididas durante os dias do evento, show de weelling em área apropriada somente com profissionais. 

Você não pode perder, esperamos por você! 

Entrada Franca. 

Local: Pç Central do Brasil 

Contato: Augusto (38)8837-0716 - (38)3722-2969 

E-mail: apbarreto44@gmail.com 

Organização: Moto Clube Zangões - BRASIL


 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Danos de veículos em alagamentos: conheça seus direitos

Com as chuvas e os alagamentos anuais, creio que a venda de Jet Ski vai aumentar, mesmo nas cidades sem rios e mares. 
Piada a parte, já que não tem um pingo de graça a falta de planejamento e ação dos nossos políticos, aliada a falta de edução do povo que joga tudo que não é lixo, fora dos lixos, os carros é que se fodem e com eles os donos sem seguros e as seguradoras, que entram num combate alegando ser "força da natureza, pra tirar o corpo fora.
Este texto esclarece os nossos direitos e que porvidências tomar nesses casos. Boa leitura.

 As chuvas fortes e enchentes castigam muitas cidades brasileiras durante o verão. Municípios em estado de alerta ou emergência, pessoas desabrigadas e todo o tipo de perdas e danos patrimoniais.

O cidadão que tenha qualquer bem seu atingido por alagamentos em vias públicas, deve adotar as seguintes medidas, segundo orientações do IBEDEC, Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo :
 
  • Tirar fotos ou fazer filmagem com o celular mesmo, dos danos ocorridos e do local onde ocorreu;
  • Guardar recortes e noticiários de jornal sobre o alagamento;
  • Pesquisar na internet notícias de alagamentos ocorridos nos anos anteriores para fazer prova de que o problema era conhecido;  Consiga o Boletim Meteorológico para a região na internet;  Registre um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia;  Faça um levantamento dos danos e três orçamentos para o reparo;  Anote nome e endereço de testemunhas.
"Com estas provas em mãos é hora de entrar na Justiça. A ação deve ser proposta na Justiça Comum e pode levar alguns anos para o seu final, mas é melhor ter algo para receber do que arcar com o prejuízo sozinho”, salienta José Geraldo Tardin, presidente do IBEDEC.

Danos em garagens de prédios e estacionamentos

É comum haver garagens dos prédios que inundam e com isto danificam os veículos que nela se encontram. A solução aqui exige uma leitura da convenção de condomínio e o estudo de cada caso.

Se a convenção do condomínio prevê que o condomínio é responsável por danos causados aos condôminos, a ação de reparação de danos pode ser dirigida contra este.

Se a convenção não prevê tal responsabilidade, é preciso identificar o que ocorreu. Se foi uma falha nas bombas de drenagem, por exemplo, já conhecida pela administradora do condomínio ou pelo síndico e não reparada sem justificativa, estes podem ser responsabilizados pelos danos causados aos condôminos.

Se a construção do prédio é nova, e houve falha no projeto quanto a vazão de água necessária naquele tipo de construção, de acordo com as normas da ABNT, a responsabilidade pode ser imputada à construtora que deverá indenizar aos proprietários atingidos.

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No Brasil, embora não esteja consolidada a cultura do seguro residencial, esta é uma realidade quando se trata de automóveis. De acordo com informações das seguradoras, mais de 40% dos contratos com as corretoras são para famílias de classe “C”, o que demonstra a preocupação com a perda do bem.

O que muitas pessoas não observam no momento de contratar uma companhia de seguros são as cláusulas do contrato relativas à cobertura em caso de alagamentos e enchentes. Por isso mesmo, o segurado não deve se limitar a ler a apólice que formaliza a contratação, mas sim estar atento às condições gerais da apólice antes de fechar o negócio. O documento apresenta obrigações e direitos das partes contratantes, glossário com as principais definições, período de carência, riscos excluídos e critério de reajuste.
Por determinação da Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão que fiscaliza as operações de seguro, desde 2004 todos os planos básicos – com cobertura contra colisão, incêndio e roubo – devem se responsabilizar também por submersão total ou parcial do veículo, mesmo que este esteja estacionado.

No entanto, não são incomuns os casos que, mesmo cobertos pela apólice, a seguradora se recuse a pagar o sinistro em caso de alagamento ou enchente. O principal motivo está nas “letras miúdas” dos questionários. Por exemplo, no caso de furto, o segurado perde o direito à indenização caso, naquele momento, o veículo estivesse parado na rua- Isso, porque informou no formulário de riscos que seu carro ficava sempre em um estacionamento. Para o caso de enchentes, a regra é, na maioria dos casos, exatamente a mesma.

Porém, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), entidade civil sem fins lucrativos, recomenda aos motoristas com carros segurados que é importante se orientar com a seguradora antes de tomar qualquer iniciativa, sob o risco de perder a cobertura contratada. O grande perigo está no chamado “agravo de risco”. Ou seja, o proprietário do veículo decidiu prosseguir por um trecho alagado, aumentando deliberadamente o risco de submersão do automóvel. Assim, diante da menor possibilidade de prejuízos, os especialistas recomendam, sempre que possível, evitar as situações que coloquem o veículo sob tais condições.

Caso o incidente ocorra o primeiro passo é entrar em contato com a seguradora que irá orientar sobre as providências que devem ser tomadas. Por exemplo, se o veículo puder ser ligado, o motorista será informado para onde deverá levá-lo. Caso contrário, a seguradora enviará um guincho credenciado para resgatá-lo.

Feito o resgate, o veículo será levado a uma oficina credenciada para vistoria e apuração dos danos. Se os prejuízos somarem mais de 75% do valor do veículo, geralmente as seguradoras consideram como perda total. Caso a companhia opte por consertar o veículo, é importante que o consumidor exija o orçamento com a relação de todos os itens que serão trocados, assim como o prazo de devolução do carro, conforme dita o Código de Defesa do Consumidor. Além disso, como em qualquer sinistro, o proprietário do veículo terá de arcar com o valor da franquia também em caso de enchente.
Fonte:  http://consumidormoderno.uol.com.br

SUS = Sistema Ultrapassado de Saúde

A sigla SUS colou. O conceito não. Contradiz o que pretende passar para os usuários. Saúde não é ausência de doença. É o bem-estar físico, mental e social do indivíduo. Supõe sociedade justa, igualitária, segura, educada, produtiva de bens necessários e não de males supérfluos. Não se promove saúde tratando enfermos. Cura é ação válida. Reduz sofrimento, atenua sequelas. Porém, não atinge o cerne da questão. As doenças não desaparecem.

Propagam-se mercê de um modelo que prioriza terapêutica, não profilaxia. Tratamento cura o paciente, mas não impede a difusão da moléstia. Alivia sintomas, não erradica fontes do mal. Não protege o cidadão dos riscos potencialmente lesivos às estruturas e funções do organismo humano.

As evidências são fartas. Nos Estados Unidos, o impacto de investimentos orçamentários do setor saúde, medido pela redução da mortalidade, mostra o seguinte: 90% dos recursos são aplicados para manter e ampliar a rede de serviços destinados ao diagnóstico e tratamento de doenças, resultando na redução de apenas 11% da mortalidade; 1,5% investidos em mudança de estilos de vida levam à queda de 43% da mortalidade; 1,6% destinados a qualificar o meio ambiente diminuem 19% da mortalidade; e 7,9% despendidos em biologia de saúde fazem baixar 27% do referido indicador.

Em síntese, tratar doentes consome quase todo o orçamento de saúde daquele país. O retorno é insignificante quando comparado ao produto de investimentos mínimos em outras políticas sanitárias. No Brasil, não é diferente. O SUS utiliza a maioria do orçamento nos cuidados com enfermos. A rede física aumenta. Despesas com recursos materiais, equipamentos e insumos diversos exorbitam. Morbidades grassam. Quantidade e qualidade de serviços deixam a desejar. Relação custo/benefício negativa expõe a precária sustentabilidade do sistema.

Persistir nessa rota só é coerente com a lógica da economia capitalista. Reforça a dinâmica do consumismo supérfluo. Eleva o uso indevido de medicamentos, tecnologias diagnósticas e terapêuticas deslumbrantes, prática que atrai investimentos, aumenta produção industrial, gera emprego, amplia o comércio, aumenta a arrecadação de impostos. A economia robustece. A indústria agradece. A sociedade adoece. Quanto mais doença, mais lucro e benefício financeiro.

Para incorporar princípios éticos à condução das políticas públicas, urge mudar o sistema de saúde. Imediatismos nada resolvem. Mediatismos, muito menos. Dizer, por exemplo, que há falta de médicos no país é falar sem pensar. Na verdade, há excesso de doentes. O que falta é população sadia. A solução digna não é, pois, promover o boom de cursos médicos desqualificados para criar exército de reserva de tão complexa mão de obra. Cumpre inverter a prioridade das políticas do setor, investir na prevenção para erradicar causas das enfermidades que acometem os cidadãos com maior frequência. O único caminho é promover saúde no verdadeiro sentido, identificado com o bem-estar da cidadania.

Ministério e secretarias ditos da saúde precisam sê-lo de fato. Não passam de ministério e secretarias da doença. Recorrem a campanhas publicitárias ilusórias e eleitoreiras para fazerem crer que o sistema público vai muito bem. Mantêm olhar de descaso para conhecimentos científicos da epigenética, cujos conteúdos exaltam a primazia dos cuidados preventivos sobre os curativos. Entendem que atenção primária é coisa simples e barata. Pode ser prestada por qualquer profissional, independentemente de sua formação. Ledo engano. O modelo chinês do médico pé descalço já era. Cuidado primário é tão complexo quanto o dos demais níveis de atenção. Exige visão abrangente e profunda da medicina, sem a qual se perde a oportunidade de dotá-lo das condutas preventivas e educativas capazes de reverter a atual falta de cultura sanitária.

A maioria das doenças do adulto tem início na infância. Para preveni-las, não há alternativa reducionista e simplificadora que se justifique. Quanto mais se respeita e valoriza o cuidado pediátrico qualificado nessa fase de vida, menor a prevalência de males futuros. Quanto mais intervenções educativas em saúde nos meios de comunicação, maior o potencial de bem-estar das pessoas. Quanto menos propagandas enganosas e merchandising na mídia, maior a chance de ambiente compatível com os requisitos de vida saudável. O universo do SUS vai muito além de UPAs, Samus e hospitais. Se não avançar no papel revolucionário que lhe cabe, continuará sendo um Sistema Ultrapassado de Saúde.

Assessoria de Comunicação da SB
 TEXTO: DIOCLÉCIO CAMPOS JÚNIOR - PEDIATRA