sábado, 7 de março de 2015

Parabéns, Diamantina !

Hoje, 06 de março, é aniversário de Diamantina. 
Cidade em que nasci, cresci, estudei, brinquei, batalhei, curti e fui criado por meus pais, aprendendo a respeitar cada ser humano, cada professor, cada pessoa. 
Estudei no Grupo Escolar Mata Machado e no Colégio Diamantinense. Saí pra fazer cursinho pré-vestibular e fora daqui passei por faculdades de Medicina Veterinária, Odontologia e por fim, Medicina, na Universidade Federal de Juiz de Fora. 
Fiz parte do Grupo Escoteiro Major Agenor. Lembro de todas as fases, de Lobinho a Escoteiro e de todos os chefes e companheiros. Das patrulhas Touro, Coruja, Morcego e Gavião. Dos acampamentos. Dos acantonamentos. Das jornadas... 
das tardes de treino de futsal (nem era chamado assim), no Dínamo, com Fernando Sanguinete, na praça de Esportes. Dos treinos no  Clube Futebol Tijuco, com Zé Adelmo, aos sábados de manhã, no Campo do Tijuco. Das aventuras de bicicleta cross. Da minha bicicleta Brandani com amortecedor. D'eu pulando do alto da Igreja de São Francisco com ela e quase caindo na cabeça do Sr Armando, funcionário da Fafeod e amigo de Pai. O castigo com a bicicleta trancada durou um mês e Edmé teve que me ajudar a quebrar o cadeado que foi colocado por Pai no castigo, mas a chave sumiu. 
Se eu for escrever todos os ótimos momentos que marcaram minha vida, aqui em Diamantina, vou escrever por meses. 
Vou falar de inúmeros amigos, do pegador de lata, da Escola de Samba Mancha Negra, do meu cãozinho Banzé, que após uma pedrada dada por um rapaz, me fez andar toda a cidade, até chutar o carro e brigar com o pessoal, tendo como defesa o  meu Pastor King, dado pelo amigo Romário Ferreira.  
Foram indescritíveis momentos excelentes. Até os ruins, foram bons. 
Não trocaria nem um dia, nem mudaria nenhum comportamento, nenhuma ação e nenhuma vírgula. 
Quero apenas, parabenizar-te Diamantina.  Por me proporcionar tanta lembrança boa. Por me ajudar, através de meus Pais, a me tornar quem eu sou. 
Talvez pela sua história de luta, eu também seja assim. Do meu jeito, que  mesmo cansado e estafado, trabalho 12 a 15 horas por dia,  me dedicando às crianças que o Dr Giovani me incentivou a amar, respeitar e salvar. 
Parabéns, Diamantina. 
Me estresso, xingo, brigo e exijo, pelo simples fato de querer ver o teu brilho e o amor com que cumpro minha profissão e que divulgo sua história e sua beleza. 
Odeio sua depredação, seu descaso e sua exploração. Te defendo com dentes e unhas e sei que também minha esposa, que veio de longe, aprendeu a te amar, te respeitar e te exaltar. 
E assim, te desejo muitas felicidades, muito sucesso e muita paz. 
E posto abaixo, inúmeras fotos, buscadas na internet, sem nome e sem dono, mas com a simples intenção de mostrar para o mundo, o quanto você, Diamantina, é a representante mais bela das cidades históricas. 
Eternamente, uma cidade histórica, mas num dia de sol, alegre e sorrindo, como dizia o poeta Noel Rosa. 

































































































































































































































































Texto; Rodriguim Diamantina
Fotos: algumas minhas, muitas de vários amigos, fotógrafos, amadores e postagens salvas na internet. Cada um, com seu crédito, sua habilidade e sua paixão por clicar Diamantina. 






quinta-feira, 5 de março de 2015

V Campeonato Quintal Radical de MTB.

Vem aí mais uma prova abrindo a temporada 2015, do Quintal Radical.
Como sempre, a boa organização do evento  atrai cada vez mais, ciclistas de várias cidades. 
Prepare o corpo, revise a bike e participe do campeonato de MTB mais radical do Vale do Jequitinhonha. 


    O "Supera" apoia o esporte e também patrocina esta prova. 

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terça-feira, 3 de março de 2015

EnduroCross - Enrolando o Cabo

O EnduroCross Enrolando o cabo, se consolida em Diamantina e  realiza mais uma prova, onde competidores a partir dos 10 anos de idade, já mostram que enrolar o cabo numa pista de cross, não é pra qualquer um. 
A organização e o enorme público  da primeira edição, garantem que será mais um sucesso no calendário de eventos esportivos sobre duas rodas, em Diamantina. 
Vale a pena conferir e prestigiar. 

segunda-feira, 2 de março de 2015

Violência, crack e abandono

A violência no Brasil, em várias pesquisas, se mostra como uma das principais preocupações do cidadão brasileiro. O artigo 7º, capítulo I, do Estatuto da Criança e do Adolescente diz: “A criança e o adolescente têm direito à proteção, à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência.” Sabemos ainda que toda criança tem o direito de brincar, ir à escola, estar protegida e crescer forte e saudável. Mas esses direitos são violados diariamente para milhões de crianças brasileiras.
Estudo publicado no Canadian Journal of Psychiatry pela pesquisadora Tracie Afifi e colaboradores, da Universidade de Manitoba, no Canadá, avaliou a associação entre uma história de cinco tipos de violência e maus tratos na infância (abuso físico, abuso sexual, abuso emocional, negligência física e negligência emocional) e o uso abusivo de substâncias, incluindo o álcool, sedativos, tranquilizantes, opióides, anfetaminas, maconha, cocaína, alucinógenos, heroína e nicotina durante a vida adulta. Todos os cinco tipos de maus tratos na infância estavam associados à maior chance de todos consumirem drogas. O estudo conclui que a prevenção de violência e de maus tratos na infância pode ajudar a reduzir o uso de drogas na população em geral.
 Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, em 2013, 80% dos encaminhamentos de crianças e adolescentes para instituições de acolhimento estavam relacionados ao uso de drogas pelos pais. A maioria é composta por crianças com até 4 anos — fase em que desenvolvem a capacidade cognitiva, que é conhecer, entender e se relacionar com o mundo. Além do abandono, essas crianças são vítimas de outros tipos de violência.
 As causas associadas ao uso de drogas são diversas. As mais frequentes se associam a emoções e sentimentos com intenso sofrimento psíquico, depressão, culpa, ansiedade exagerada e baixa de autoestima, seguidos pelo desconforto físico, uma dor sem definir a causa, e ensejando a busca pela “alegria e bem-estar”.
 O crack hoje bate em todas as portas. Dentre as drogas, o crack se destaca como elemento avassalador, pois ela é barata, de fácil acesso, tem alto poder de destruição e dessocializa a pessoa em velocidade maior que a cocaína e outras substâncias tóxicas. O destino dos órfãos do crack preocupa. Não são raros os casos em que as crianças são deixadas com vizinhos ou conhecidos. Os parentes dos usuários de crack relutam em ficar com seus filhos, pois temem o comportamento imprevisível e agressivo dos pais. O uso de crack pela mãe engrossa a lista dos preconceitos que permeiam a adoção. Há receio de que os bebês abandonados venham a sofrer transtornos mentais no futuro, associados à droga consumida durante a gestação.
 As ações preventivas são complexas e incluem o desenvolvimento de atitudes, valores, aptidões, comportamento sociabilizante, estímulo para aprimoramento das relações interpessoais e desempenho acadêmico e vocacional. Outra forma de prevenir e combater a violência contra os jovens é dar visibilidade e disseminar informações sobre o problema, que permitam orientar os esforços das três esferas de governo e da sociedade civil.
Texto:  Raquel Pitchon - Presidente da Sociedade Mineira de Pediatria