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sábado, 29 de maio de 2010

Mistura devastadora de maconha com crack.

Combinação dá origem ao mesclado, que potencializa dependência do usuário, aliando euforia e relaxamento.

As drogas existem desde que o mundo é mundo. Cada facção e cada religião com os seus costumes e suas drogas, ou como dizia minha bisavó: “cada terra tem seu uso, cada povo tem seu fuso”. Não sei bem o que é fuso. Devia ter perguntado.

O homem sempre usou e procurou chás, plantas mascadas, bebidas e coisas dos mais variados tipos pra fazer ou desfazer a cabeça.

A organização do tráfico é que me impressiona. A produção e distribuição dão inveja a qualquer setor industrial. Mas ligado a isso, vem o crime e os estragos nos cérebros dependentes, a cada novidade que surgem nos laboratórios ou nos fundos de quintais.

A mais nova agora é mesclar (misturar) o baseado (maconha) com o crack. A mistura da onda de relaxamento da maconha com a euforia do crack deixa o cara bem “legal”. Mas basta alguns tragos pro crack tomar conta do pedaço e fuder tudo. Daí já era!! O vício toma conta e os estragos começam a não ter mais fim.

“Embora não haja estatísticas sobre o consumo dessa mistura no país, a psicofarmacologista Solange Nappo, pesquisadora do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma que mais de 20% da maconha que circula no Brasil, atualmente, é destinada à confecção do mesclado.”

terça-feira, 18 de agosto de 2009

A cidade cresce e o caos se estabelece. Cap-2. As Pedras.


Acabei de postar abaixo um texto que acho legal e tava pensando aqui nas pedras da nossa Diamantina.
Pedras de várias maneiras, de vários tipos e valores, sempre fizeram parte da história desse “Arraial do Tijuco.“ Por isso o nome do meu blog.
Tudo começou com as pedras preciosas que enriqueceram outras cidades , estados e países. O nome Diamantina faz jus a todo o diamante que daqui já foi retirado. Até ainda gira um certo comércio com muita grana envolvida. Já foi notícia na Revista Veja, que o subsolo de Diamantina ainda está repleto de pedras preciosas.
E de pedra em pedra, Diamantina vai vivendo e sobrevivendo.
Reparo as pedras do calçamento, ou seria calcimento(?) em péssimo estado de conservação, fazendo os nossos carros e motos sofrerem, os turistas torcerem (os tornozelos) e por aí vamos levando a vida.

Temos grandes amigos em Ouro Preto e sempre que podemos, vamos lá passear e fazer uma farra. Daí toda vez passo olhando os casarões e Igrejas proporcionalmente bem maiores e mais trabalhados que os nossos aqui. Culpa do nosso Diamante que foi todo pra lá. rsrsrs
Mas voltando ao passeio por Diamantina, como o trajeto do dia a dia vira rotina, a gente que é daqui, as vezes não repara. E ando reparando mais as casas, os trabalhos das sacadas, cada uma com um desenho característico. Será que um marceneiro trabalha uma ferragem daquele jeito hoje em dia?
E na caminhada vou reparando as pedras, cheias de cimento entre elas, muitas soltas, outras quebradas e algumas simplesmente retiradas e largadas junto ao meio fio.
E reparando as pedras, precisamos reparar uma pedra, que nada tem de preciosa mas que se espalha em nossa cidade, assim como em todo canto do mundo. Uma pedra que custa pouco em termos de dinheiro, mas de valor infinito em poder de destruição. E tem destruído lares, famílias, jovens e crianças.
Tô falando do Crack.
Vamos enxergar essa pedra que já está tomando conta de nossa cidade.
Essa pedra que a cada dia domina mais jovens. E com ela aumentam os crimes, principalmente os assaltos e arrombamentos, em busca de qualquer coisa dentro de nossas casas que possa ser trocado por essa pedrinha, que faz uma mágica destruidora nas cabeças dos usuários.
Está aí aos olhos de todo mundo e algo precisa ser feito urgente.
Não pensem que é coisa de pobre e de periferia. É um subproduto da cocaína de alto poder de dependência e destruição cerebral que não escolhe credo ou classe social.
Há sim jovens de classe média envolvidos em brigas e assaltos e as conseqüências são danosas. É triste ver uma família legal, trabalhadora e respeitada dizer: “já entregamos pra Deus”. Na verdade já entregaram o filho pro Diabo. A luta é desigual e deve ser infinita. Desistir, jamais!!
Quero abrir aqui esta discussão e chamar as autoridades e todos os Diamantinenses pra discutirmos esta questão. Questão que é de todos nós e que pode também tirar a vida de qualquer um de nós ao defrontarmos com um jovem armado e completamente drogado.
Não seria hora da nossa divisão de saúde enxergar a necessidade de um centro de internação e tratamento?
De buscarmos uma maneira de atrair grandes empresas pra nossa cidade, ofertando assim mais empregos?
Sei que a questão é difícil e complexa, mas a união, além de açúcar, faz a força. Força necessária pra não deixarmos o Crack adocicar a cabeça dos nossos jovens.

ass. Rodriguim.