Mostrando postagens com marcador mensagem de natal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mensagem de natal. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Natal sem nascimento!

Chega mais um fim de ano de promessas de mudanças pro ano seguinte. É sempre assim, assim como a baboseira de um Feliz Natal, mas todo voltado pras festas e presentes. Sempre digo, que o tal Papai Noel já tomou o lugar de CRisto há tempos. Este texto, escrito pelo colega pediatra Dioclésio, cai muito bem nesta época. Reflitam...

"A sociedade humana cometeu arriscado desvio de rota ao abandonar a cultura simbolizada no presépio. Não teve sensibilidade para entrever a dimensão social projetada por cenário tão grandioso, a despeito de materialmente simples; quase divino, porque animado pela energia universal contida no nascimento de uma criança. Não soube captar a preciosidade incrustada no sublime valor do parto, nem cultuar a devoção do aconchego afetuoso que deve dignificar o acolhimento de uma nova criatura. Movida pela mente capitalista predatória, tem sido incapaz de entender a criança como figura central da convivialidade respeitosa e estruturante. Confunde vida com negócio, alegria com consumo, felicidade com lucro. Distanciou-se do rastro luminoso da famosa estrela-guia, a bela sinalização cósmica que apontou a grandeza do pequenino; a singularidade da meninice; a originalidade da infância; o vulto radioso do que há de mais sagrado entre as dádivas perpetuadoras da espécie, embora vítima do metabolismo do desprezo.

O visual comovente que emana do presépio não é o da pobreza material, mas o da riqueza emocional a inebriar qualquer recinto do mundo encantado pelo excelso fenômeno do nascer. É o brilho radiante do compartilhamento entre as missões maternas e paternas que prevalecem como pano de fundo no território da ternura. Naquele momento único, a cercania de um recanto povoado por exuberâncias naturais e ocupado por seres vivos os mais diversos sintoniza a composição poética da paz ambiental, paisagem em que floresce a vivacidade do ser humano recém-chegado ao planeta. Dos figurantes mais carentes aos mais poderosos, todos se curvam aos pendores celestiais integrantes do corpo e da alma de pequeno organismo, cujo coração pulsa nobres anseios na manjedoura da humanidade. Até mesmo as majestades de então, os reis magos, deslocaram-se de terras longínquas para demonstrar, com a discrição da humildade, a submissão à limpidez de uma vida nascente. Não apenas porque o bebê se chamava Jesus, mas por se tratar de um recém-nascido que, assim como aquele e todos os outros, representa a natureza humana mais pura — a de alguém ainda bem próximo à fonte infinita da existência.

Estimulado pela enchente amorosa que inundou o presépio, irradiando-se pelos laços de uma família ciente de sua predestinação humana — por isso sagrada —, o menino desenvolveu as virtudes potenciais trazidas da vida intrauterina. Expandiu a cognição. Foi original e criativo. Já adolescente, surpreendia os sacerdotes do templo com respostas sábias e revolucionárias. Exerceu, enquanto adulto, deslumbrante liderança à frente da sociedade. A fé que empenhou na luta não violenta para transformar o mundo custou-lhe a morte na cruz.

O legado fecundo daquele histórico presépio traduziu-se em valores éticos, morais e religiosos que resistiram até os dias de hoje. Nada disso teria ocorrido se não houvesse sido dado ao filho de José e Maria o direito à infância saudável e bem protegida, mágica na concepção, lúdica no contexto de estímulos afetivos favoráveis, a garantia que cabe estender a todas as crianças, sem qualquer distinção.

As evidências contextuais que demonstram o estímulo caloroso do afeto na formação de um menino chamado Jesus, converteram-se, ao longo dos séculos, em conhecimentos dotados da mais sólida base científica. Porém, mesmo diante de toda a comprovação do caráter prioritário que os cuidados com a infância exigem, a sociedade renega essa faixa etária, reduzindo-a ao mais absoluto descaso, quando não a medonha insignificância. Prova-o a mudança radical no significado da data comemorativa do parto que deu à luz o menino Jesus. Não se festeja mais, na intimidade do lar, o acolhimento do pequenino bebê com a ternura singular do presépio. Investe-se na fantasia de um velho bondoso que traveste profissional contratado para fazer encenação nos shoppings, distribuir sorrisos ensaiados, posar para fotos e compelir ao consumo frenético de presentes, objetivo único a unir governos e empresários em torno de metas econômicas a serem alcançadas. O presépio deixou de existir. O afeto familiar autêntico que sua cultura projetava não depende de bens materiais. É contexto que contraria expectativas comerciais anualmente planejadas. Desaparece. A criança é o mero alvo do consumismo natalino despertado pelo marketing da modernidade. O símbolo do Natal é a árvore repleta de presentes. Não o estábulo do amor para receber o menino no ambiente sagrado do lar. Natal é business. Nada mais."


texto: Dioclésio Campos Júnior - Pediatra - ex-presidente da SBP.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Mensagem de Natal aos amigos Motociclistas. Ou não, também...

Chega o fim de mais um ano de atividades, viagens e passeios, encontros e desencontros, acertos e desacertos...
E logo todos nós estaremos unidos para mais uma confraternização. Momento de alegria, descontração e união.
Mas como todo fim de ano que se preza, momento também de revermos nossos rumos, programarmos novas metas, tomarmos novas atitudes e repensarmos o nosso verdadeiro espírito motociclístico. Apesar do significado no dicionário, sabemos que não basta andar de moto para ser motociclista, assim como nem todo dono de jeep é um jipeiro. . Jipeiro que se preza não liga em passear de carro sujo, assim como não pensa nem meia vez pra enfiar o carro ou o pé na lama. Muito menos pra ajudar um amigo, como já acordei pra socorrer um jipeiro capotado e como um amigo saiu de um show a 01 hora da madrugada pra me tirar de um buraco na trilha.
Os verdadeiros motociclistas também devem ser assim: unidos, amigos, solidários e principalmente honestos. E se fazem parte de um clube ou um grupo, devem também prezar o máximo por ele. Ter união, participação, companheirismo, solidariedade e carregar não somente um brasão nas costas, mas no coração e na alma.
Há inúmeros textos bem legais sobre o que é ser motociclista. Suas atitudes, sua dedicação a moto e aos amigos, etc. e muito tal. Não faz sentido eu querer discorrer sobre isso.
Pelo que ando presenciando hoje em dia, eu até prefiro dizer que bastaríamos ser caninos na essência da palavra. Amigos, honestos, companheiros, prontos pra estar sempre juntos, protegendo uns aos outros, mostrando sempre uma alegria verdadeira ao encontrar os amigos, mas também sem um pingo de êxito ou fingimento na hora de morder o inimigo.
Mas na essência, antes de sermos qualquer coisa, ou de nos deixarmos perder nas atitudes e ter que mudar conceitos, basta sermos única e verdadeiramente humanos. Com a essência com que Deus nos criou.
Grande abraço a todos e um Feliz Natal.

Rodriguim - Diamantes do Asfalto - Diamantina - MG.