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terça-feira, 5 de julho de 2011

Moedas Comemorativas de Ouro Preto.


A expressão “fulana é mais falsa que moeda de cinco reais” precisa ser revista. Começou a ser vendida nessa segunda-feira a moeda comemorativa de Ouro Preto, que estampa, no valor de face, justamente R$ 5. A moeda tem até valor real, é dinheiro mesmo, mas como custa R$ 140, acaba destinada, fatalmente, aos acervos dos chamados numismatas, os colecionadores. A tiragem inicial é de 2 mil moedas, podendo, a partir da demanda, chegar a 10 mil unidades.

Feita em prata, a nova moeda comemorativa faz parte da série Cidades Patrimônio da Humanidade no Brasil, lançada pelo Banco Central (BC). O banco deve homenagear ainda outros centros históricos que integram o seleto grupo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), comoDiamantina, no Vale do Jequitinhonha, São Luís (MA), Salvador (BA) e Olinda (PE).

No anverso, parte popularmente conhecida como a “cara” da moeda, há a representação da arquitetura da cidade, com os tradicionais casario e igrejas. A moeda traz a legenda “Patrimônio da Humanidade – Unesco”. No reverso, ou “coroa”, um conjunto de três anjos e volutas (adornos barrocos) extraídos do medalhão da fachada da Igreja de São Francisco de Assis.

A moeda é vendida nos escritórios do BC pelo país, ou pela internet, via site do Banco do Brasil (www.bb.com.br). O colecionador Marcello Duarte Moreira dos Santos, nascido em Santa Bárbara, na Região Central de Minas, não perdeu tempo, e ontem mesmo comprou três das novas moedas. “O valor é histórico, o argumento para se homenagear Ouro Preto é muito poderoso”, argumentou.

Também tem selo

Os Correios lançam na sexta-feira o selo comemorativo de Ouro Preto. O lançamento, para comemorar o aniversário de 300 anos do município, integra a série “Cidades Históricas”, visando promover as riquezas culturais do Brasil. O selo especial traz um conjunto de simbologias para retratar a cidade que é patrimônio mundial pela Unesco.

Minha observação. Do jeito que as coisas andam em nossa Diamantina, a moeda será de latão e com valor em réis.
Réis mesmo... daqueles antigos que não valem mais merda nenhuma.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Um conto e suas conclusões


Conta-se que, há muito tempo, numa pequena cidade do interior, um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e esmolas.

Diariamente eles chamavam o bobo ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande, de quatrocentos réis, e outra menor, de dois mil réis.

Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.

- Eu sei - respondeu o não tão tolo assim - ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda.

Há várias conclusões para essa pequena narrativa.

A primeira: - quem parece idiota, nem sempre é. Dito em forma de pergunta: quais eram os verdadeiros tolos da história?

Outra conclusão: - se você for extremamente ganancioso, acabará por estragar sua fonte de renda.

Mas a conclusão mais interessante é a percepção de que podemos estar bem mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.

Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas o que realmente somos!