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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Cuidado com as bolinhas de gude.


Feriado pode ter sido o mais violento do ano.
Mais um fim de ano e a cena nas estradas mineiras se repete: acidentes violentos e congestionamentos na volta para casa. O balanço oficial das polícias rodoviárias será divulgado na manhã de hoje. Mas, com base em acidentes ocorridos nas BRs e MGs - incluindo atropelamentos, 26 pessoas perderam a vida nas rodovias desde a 0h da última quinta-feira.
"Tudo indica que esse foi o feriado mais violento do ano.
"Alertamos isso antes do feriado. O número de acidentes mostra o resultado da imprudência dos condutores aliado às pistas molhadas", explicou.
Fonte: Jornal “O Tempo”.

Infelizmente, notícias como esta acima já não são mais novidades e não tiram o sono de ninguém. Aliás, tira sim, dos parentes e amigos dos que fazem parte das estatísticas de mortes e acidentes no trânsito, que parece não ter solução viável em nosso país.
E basta a gente fazer uma pequena viagem pra comprovar.
Fui neste feriado a Santa Cruz de Salinas, cerca de 90 km depois de Salinas, norte de Minas.
Ontem na viagem de volta, passamos por 9 acidentes, sendo que, coincidência ou não, todos envolveram carretas e/ou caminhões.
Eu não creio ser coincidência, apesar dos vários fatores relacionados a este profissionais do volante. Sem dúvida alguma, a imprudência é a maior causa. Claro, tem as horas excessivas no volante, “rebites” tomados pra tirar o sono e várias causas explicáveis. Mas tivemos que sair da estrada por pelo menos 6 vezes ontem, devido a carretas e caminhões realizando ultrapassagens inadequadas, imprudentes e crimonosas.

Alguns motoristas (não são todos, claro) se comportam como verdadeiros criminosos e jogam literalmente os caminhões na pista contrária e fôda-se quem vem no outro sentido.

Nenhum amor ou respeito a vida alheia. Julgam que todos que estão na pista contrária, terão calma e capacidade de sair da frente, seja jogando o carro pro acostamento ou pra um buraco, já que bater de frente ninguém arrisca mesmo. A luta é desigual e ineficaz.
Assim como a fiscalização também é ineficaz. São poucos policiais rodoviários, e os poucos avistados sequer olhavam pra estrada em frente aos postos policiais. E é por ali que circulam carros e mercadorias roubadas, drogas, motoristas embriagados, desabilitados e todo tipo de coisa envolvida nas tragédias do nosso trânsito.

E assim caminha a humanidade. Em direção aos passeios e viagens, que terminam muitas vezes nos leitos de hospitais ou nos cemitérios. E os criminosos impunes fazendo novas vítimas.
Na próxima ultrapassagem criminosa, tenham cuidado com as bolinhas de gude.
ass. Rodriguim.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O que não fazer em caso de acidente.


Ao depararmos com acidentes, muitos de nós tem a melhor das intenções de tomar atitudes que possam ajudar os acidentados.
Há um post link abaixo, com o título “Primeiras atitudes em caso de acidentes”. Vou tratar então neste capítulo, do inverso, ou seja,o que não se deve fazer em casos de acidentes. Isso porque apesar da boa intenção, muitos procedimentos, se tomados de modo errado, podem agravar a situação das vítimas.

Não movimente a vítima:
Se o acidente não mostra risco de explosão, incêndio, contato dos acidentados com produtos tóxicos ou perigo do veículo cair em barrancos, o melhor é aguardar o socorro especializado.
A movimentação da vítima pode agravar lesões inicialmente simples. Exemplo: fraturas em pernas e braços, ao serem movimentadas de modo inadequado, podem levar a rompimento de ligamentos, nervos ou lesão de veias e artérias provocando hemorragia.
A movimentação da cabeça, pescoço ou tronco de um acidentado com fratura de ossos da coluna, pode afetar a medula causando lesão neurológica irreversível.
Mesmo as vítimas que saem andando de um acidente, devem aguardar socorro especializado para uma melhor avaliação.
Lembre sempre: não havendo risco imediato, não movimente as vítimas.

Capacete: o acidente provoca pânico no acidentado e o capacete acaba transmitindo sensação de asfixia ou da pessoas estar presa. É normal acidentados conscientes tentarem retirar o próprio capacete. Nestes casos, tranqüilize a vítima, apenas abraa viseira e aguarde a equipe de socorro. Como dito acima, o movimento do pescoço num caso de fratura de vértebras cervicais, pode deixar o acidentado paralítico.Existe a maneira correta de um capacete ser retirado sem aumentar o risco de lesões na cabeça ou coluna cervical.

Torniquetes: os torniquetes já foram orientações médicas há muito tempo atrás, principalmente com a intenção de conter hemorragias. Este procedimento tem raras indicações hoje e só deve ser realizado por profissionais treinados.

Água pra acalmar a vítima: Não dê nada para a vítima de acidente tomar, mesmo que com intenção de acalmá-la. A vítima pode ter alteração da consciência e apresentar vômitos, engasgando e “aspirando” o líquido para os pulmões, o que pode levar a asfixia. Também E nos casos em que as vítimas irão necessitar de procedimentos cirúrgicos, o estômago com líquidos ou alimentos é fator de risco para a anestesia e para a cirurgia. Mesmo que o acidentado faça uso de medicação controlada, aguarde chegada da equipe de socorro, que irá avaliar a necessidade ou não do uso do medicamento naquele momento.

Resumindo: - não movimente a vítima de acidente;
- não faça torniquetes;
- não retire capacete de motociclista acidentado;
- não dê nada para a vítima beber.
ass. Rodriguim.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Algumas medidas de segurança ao pilotar motos.

No trânsito não basta a nossa capacidade de pilotagem e um moto em perfeitas condições de uso. Algumas surpresas podem porvocar uma queda ouacidentes. Vejam alguns exemplos:

na cidade – evite a locomoção pelo canto interno das pistas, principalemnte em curvas. Freqüentemente é nesse local que se acumula toda a sujeira da via pública. Além disso, o percurso dos veículos pesados, que ocasionalmente derramam óleo diesel, torna o asfalto escorregadio, especialmente quando está molhado. Háo risco maior de pedtrestres descendo das calçadas também nestes locais.

poças d’água – procure evitá-las, pois elas podem esconder buracos que facilitam quedas ou perda de aderência, gerada pela ação de uma camada de água entre o pneu e a pista. Caso haja bueiros sem tampas, a poça de água os esconderá.

manchas de óleo; areia - procure não passar por elas, mas se for inevitável, passe com a moto o mais reta possível, não desacelere nem freie sobre elas.

na estrada – ao trafegar pela cidade ou estrada procure manter-se no trajeto das rodas do veículo à sua frente (prefira veículos pequenos), pois ele conseguirá desviar de possíveis buracos e obstáculos. Se você estiver na mesma direção da roda, também terá menor quantidade de água nos pneus, o que ajuda a evitar a perda da aderência. Esse procedimento também é válido para pista seca.

calibragem dos pneus – trafegar na chuva requer maior aderência, diferentemente do ambiente seco. Caso você queira aumentar sua segurança na chuva, diminua a pressão dos pneus. Quanto maior a superfície de contato na pista, mais seguro será o trajeto. Ao calibrar, procure diminuir até 4 libras, porém lembre-se de tornar a calibrar os pneus quando estiver trafegando em pista seca. Não use calibragens muito baixas, pois se os pneus estiverem murchos, aumentará o risco de aquaplanagem pelo mal escoamento da água entre os sulcos dos pneus.

carros estacionados - cuidado ao passar perto de carros estacionados. Se possível, procure visualizar pessoas em seu interior. os movimentos de pessoas dentro dos carros, pode significar que as portas serão abertas.

crianças - as crianças atravessam de repente na frente dos veículos por não terem percepção de distância e velocidade. Redobre a atenção em frente as escolas ou onde visualizar crianças brincando.

idosos - tem também menor percepção e lentidão de reflexos, além dos seus deslocamentos e movimentos também serem lentos. As vezes não conseguem sair da frente dos veículos. Também pela menor capacidade visual e auditiva podem atravessar na frente de carros e principalmente motos, que são veículos menores. É comum após atropelamentos dizerem: "não vi a moto vindo".

cachorros - são sempre perigosos e tem rapidez de movimentos e mudanças de direção. Aquela história de firmar o guidão e passarpor cima, na maioria das vezes derruba a motocicleta. Uma moto a 60 km/h batendo num cão pequeno de apenas de 5 quilos gera um impacto maior que 300 quilos na frente da moto. Não há braço que segura isso.

cavalos e vacas - pelo próprio tamanho e peso, evitem ao máximo, bater um animal desses. Os cavalos se movimentam com rapidez e mudam a direção de movimento de forma brusca.