terça-feira, 28 de abril de 2015

Beijar os filhos na boca.

É muito comum no dia a dia e até mesmo no  consultório, eu presenciar cenas de pais e mães  que beijam seus filhos na boca.
Este assunto é polêmico, mas quero deixar a minha opinião.

Entendo que esta atitude na maioria das vezes, é apenas uma demonstração de carinho e afeto.  Mas carinho e afeto podem ser transmitidos com abraços, afagos na pele, conversas, atenção, brincadeiras, companheirismo e beijo no rosto. Ou não ???

Culturalmente, beijo na boca é uma forma de troca de carinho e/ou atração sexual  entre casais.  À medida que a criança cresce, ela pode ser erotizada até mesmo pelas cenas que assiste na TV.  Isso pode confundir a interpretação da criança, principalmente ao aproximar da pré-adolescência, onde os “namoricos” e atrações por colegas começa a despertar. Também pode facilitar o abuso por parte de pedófilos ou pessoas mal intencionadas, já que a criança pode aceitar de forma mais passiva o beijo na boca. 


Enfim, este assunto voltado ao lado psicológico rende polêmicas e não quero entrar no lado Édipo da coisa.
A minha maior preocupação, é em relação às inúmeras doenças transmitidas por este ato.

A nossa boca  possui mais bactérias que um corrimão de rodoviária, podem apostar. E cada faixa etária possui suas características imunológicas e sua flora viral e bacteriana. Principalmente os bebês e crianças pequenas, ficam mais sujeitos a gripes, resfriados, infecções de orofaringe e respiratórias  e até a cáries, por este ato.

Não é falta de afeto deixar de beijar seu filhos na boca.
Pode sim, ser uma forma a mais de protegê-lo e evitar as  infecções.

 Já o contexto Édipo, de posse ou de carinho deste ato, deve ser discutido entre os pais e até mesmo com os profissionais da área de psicologia. 

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